História: liga criada em 1780, por Henriette Herz na Alemanha com o propósito da virtude e produto das idéias iluministas, pregava a igualdade de todos os seres humanos. Era um local onde intelectuais se reuniam uma vez por semana para falar sobre Deus, política e sobre seus sentimentos. Re-criada em 13 de março de 2009 em Salvador, Brasil, para a expressão livre de pensamento baseada na razão.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Chegou o Natal
Vou começar leve desta vez e falar sobre o lado bom desta data. O natal é tempo de encontrarmos pessoas queridas, não posso criticar isto. Muita gente vem de longe para reencontrar amigos, familiares e pessoas nas quais têm afinidade e celebram com elas o sentimento comum de amizade.
Entretanto não posso deixar de criticar as besteiras que ouvimos e fazemos durante o Natal.
Presentes: apesar de gostarmos de ganhar presentes, vamos admitir, eles não são uma boa razão para nos reunirmos, acabamos gastando o dinheiro que muitos não têm, somente para satisfazer um capricho capitalista. De acordo com relatos, o Papai Noel foi criado em 1886, por um cartunista chamado Thomas Nast, ou seja, em pleno desenvolvimento econômico capitalista. Alias, varias datas foram criadas para incentivar o consumo, dia das mães, dia das crianças, dias dos pais, entre outras. Recebemos e damos presentes e nem sabemos o porquê. Outro aspecto seria o de dar presentes às crianças simplesmente por dar, sem razão alguma e demonstrando para elas que não se precisa lutar para conquistar as coisas, é só pedir que papai dar, terrível!!!
Religião: muitas pessoas celebram o natal como um encontro familiar e não para comemorar o nascimento de Jesus, na verdade por estudos das histórias descritas na própria bíblia, Jesus nasceu na primavera provavelmente entre abril e maio, portanto não estamos comemorando o nascimento do mesmo em 25 de dezembro. Não vou entrar na discussão religiosa, nem sobre os absurdos de se acreditar num livro chamado Bíblia, nem de outro absurdo de se acreditar que nasceu um ser humano há 2 mil anos atrás que se dizia filho de Deus. Deixa para lá, cada um acredita no que quer.
Ajudar ao próximo: as pessoas que celebram o natal como o nascimento do filho de Deus deveria repensar melhor suas atitudes nesta data, Jesus dedicou sua vida aos outros, repartiu o que tinha com todos e, portanto não nutria nenhum sentimento egoísta de ter. Posso abrir um parêntese, só um, prometo: sou egoísta mesmo, e não vejo nada de errado nisto, cada um precisa cuidar de sua própria vida, quem precisa de ajuda é justamente aquele que não consegue ter coragem para seguir em frente e não pode ser ajudado senão nunca vai sai dali. Voltando ao tema, muitos passam o dia celebrando com a família com muita fartura, enquanto o principal motivo de celebração, dizia justamente o contrário: ame o próximo como a si mesmo. Temos que pensar nisto, não?
Família: reunir toda a família é bom, mas também é um saco às vezes, tem muitos parentes que são um saco, adoram fofocar sobre a vida alheia e o natal é um prato cheio para estes. Perguntam sobre sua vida somente para depois espalhar boatos. Não são casos particulares, acho até que minha família é diferente neste aspecto, por ser muito pequena, estou generalizando novamente. Família é bom, mas próxima demais é um aborrecimento só, pois tentam a todo momento dirigir nossas vidas. Este fato é cultural, em outras culturas o laço familiar é rompido cedo e não acontece isto, principalmente nos EUA e Europa.
Amigo secreto: caramba, tem coisa mais chata que isto?
Bem, depois de falar muita coisa ruim sobre esta data preciso me redimir um pouco, sem estas datas a vida seria uma droga, sem a ilusão e sem emoção a vida não tem graça, então esqueçam tudo que eu disse e se divirtam no natal e celebrem muito com as pessoas que gostam por estarem vivos e com saúde para buscar seus sonhos.
Feliz natal
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Feliz Ano Velho
Na verdade o intuito deste artigo é falar um pouco sobre os sentimentos e desejos que surgem sempre ao fim de cada ano e início de outro.
Como um questionador de tudo e principalmente dos padrões sociais, sempre tive muita ressalva nas comemorações natalinas e de fim de ano. Parece-me que trata-se de algo tão enraizado em nossa sociedade e que muitas vezes nunca nos perguntamos sobre porque agimos assim.
Gostaria muito de criticar o Natal, tenho muita coisa para falar sobre esta festa cristã, mas vamos deixar para um outro artigo, pois acho que irá gerar muita polêmica por tocar no assunto “fé” e religião.
Vamos falar sobre o ano novo, sobre os sentimentos de renovação e esperança que todos tem nesta época do ano. As pessoas ligam para as outras, desejam feliz ano novo, falam sobre seus sonhos, sobre uma vida melhor.
Vida melhor? Para que? Se estamos vivendo de forma sensata na busca de nossos sonhos e felicidade, já estamos vivendo no clímax. Quem vive de verdade não precisa de vida melhor; deseja pelo menos que as coisas continuem assim. Sabe por quê? Porque quem vive sua vida com coragem, vive intensamente seus momentos, não os deixam para depois, viveu e vive tudo que poderia, não tem porque ter esperança em nada nem imaginar nada melhor do que o presente. Nada é mais importante que o presente, é nele que vivemos e que podemos mudar e alterar os rumos, somente mudamos o presente, não esqueçam isto.
Este sentimento de esperança numa vida melhor é falso e deve ser abolido de nossa cultura, sempre espera-se a virada do ano para mudar algo, para criar algo, para pensar em algo, e na verdade, deveria ser para avaliação, para calcular a que distância que estamos de realização de nossos sonhos, e sobre se os rumos tomados estão os corretos ou não. Neste momento dever-se-ia ficar triste, alegre ou desapontado com a falta de coragem de buscá-los.
Quem deixa para depois algo tão importante quanto seus sonhos não está preparado para mudar e transformar sua vida, quem espera data para mudar não mudará nunca, para mim isto é muito claro. Um ano novo é somente mais um ano de vida e pronto, se for para comemorar o ano que passou eu concordo, vamos festejar os sonhos alcançados, as realizações, as buscas, as lutas, os momentos de conquistas. Pensando bem, sugiro mudarmos o conceito de ano novo para ano velho e sugerir a vocês que é mais importante comemorar as conquistas que ter esperanças.
Ano novo não deveria ser motivo de alegria e festas, e sim de reflexão sobre o rumo que estamos tomando, na verdade deveríamos fazer isto diariamente e não a cada 365 dias, mas se nossa cultura escolheu este dia, que seja de debate, de questionamentos, de pura filosofia, as festas deveriam ser substituídas por reuniões e análise interior. Estamos buscando nossos sonhos? Que rumo estamos seguindo? E mais importante, estamos fazendo o que para melhorar o mundo a nossa volta?
As festas são justamente para esconder tudo que deveríamos estar buscando, quando há festas há alienação, pois não há reflexão. As festas servem para nos enganarmos, para não analisarmos e percebermos que estamos jogando fora nossas vidas no cotidiano e nos afastando de nós mesmo e dos nossos sonhos.
Quem tem esperança não tem coragem, esperança é para aqueles que não têm coragem para mudar, ou seja, para os fracos; nunca gostei desta palavra, ela não tem uma conotação boa, esperança sugere espera, quem quer alguma coisa precisa ir à luta, precisa batalhar. Ninguém e nada fará as coisas acontecerem por mágica, chega de esperança, precisamos de coragem, esta é a palavra de ordem.
Momentos de alegria deveriam ser diários, se precisamos de uma data para isto, não estamos aproveitando nossas vidas.
Vamos comemorar as conquistas!
Viva o Ano Velho
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Cachorros de Palha – Assim como é – Último Capítulo
Enfim, chegamos ao ultimo capítulo deste livro que nos possibilitou enxergar melhor a realidade a nossa volta. Ficou no ar aquele gostinho de quero mais.
Pensamos na vida como um palco onde representamos, pela ação, nossos sonhos. Buscamos significado em tudo que fazemos e na vida não poderia ser diferente. Deste modo encaramos o mundo como algo a ser refeito a nossa própria imagem.
Olha só como o autor me dá um tapa na cara dos mais fortes, sempre me considerei um discípulo das ideias socráticas de conhecimento, liberdade e virtude. Entretanto o autor me chama de fraco quando diz:
“A maior parte dos que trabalham para melhorar o mundo não estão se rebelando contra o esquema das coisas. Buscam consolação para uma verdade: que são fracos demais para suportar. No fundo, sua fé de que o mundo pode ser transformado pela vontade humana é uma negação de sua própria mortalidade”.
Jogou pesado demais, estou tentando debater seus argumentos, mas não consigo, a única coisa que podemos ter certeza é disto mesmo, de que a vida é finita e ponto. Neste caso para que mudar o mundo? Para que evolução? Para que ter tanto conhecimento das coisas?
Na verdade, a ação nos entorpece, ela nos consola e torna nossas vidas razoavelmente sólidas, Não é o sonhador quem escapa da realidade é justamente o trabalhador, ou o executor. Hoje temos um ideal: uma vida boa é uma vida com uso de tecnologia, com paz e com liberdade. O problema é que esta visão de mundo é uma visão grego-cristã e nega a tragédia, ou seja, a finitude da vida. Será que não temos coragem para encarar esta realidade?
O ponto central da vida não é seu começo nem seu fim, o barato dela é que seu prazer se encontra sempre no presente - caminhar é mais importante que chegar.
Vivemos num mundo dominado pelo progresso, porém o que poderia ser mais deprimente do que a perfeição humana? Atingir algo é deixar de vivê-lo e isto é tedioso. Sempre brincava com meu professor de religião que descrevia o paraíso como um lugar lindo, onde todos eram felizes e que nossos sonhos se tornavam reais. Ora, neste mundo eu não quero viver não, dizia eu, neste caso preferia ir para o inferno (risos).
O tesão da vida é justamente os opostos, as contradições, sem eles nada teria graça, um mundo perfeito é um mundo sem motivação, sem desafios. O que seria do amor sem o ódio, o que seria da alegria sem a tristeza e da felicidade sem a frustração. Sem comparativos tudo viraria um tédio só, portanto não quero ir para o paraíso não, quero ficar aqui na terra onde as coisas são prazerosas e temos a oportunidade de vivê-las ao máximo.
Vamos viver o presente e contemplar o mundo, esta é a única opção que nos foi mostrada pela natureza, as provas estão todas aí. O livro nos mostrar bem isto, precisamos ter coragem para admitir que nossas vidas devem ser finitas e curtas. Portanto depende de cada um de nós uma escolha: viver o agora ou depender de algo imaginado, sonhado e duvidoso.
A verdade parece está bem na nossa frente, só que ela é tão dolorosa para alguns que preferem viver sonhando em algo totalmente ilusório e que provalvemente nem foi pensado por ela. Não temos como saber o amanhã, temos apenas o presente para nos preencher.
Eu já fiz minha escolha e você?
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cachorros de Palha – O Não Processo
Voltando ao resumo do livro Cachorros de Palha, faltam apenas dois capítulos para termina-lo. Que pena.
Oautor começa o capítulo com a seguinte frase: “O progresso é um fato. Mesmo assim, a fé no progresso é uma superstição”. A ciência traz melhorias, novas tecnologias, conhecimento da natureza, no entanto NÃO altera as necessidades humanas. As vontades, ética e necessidades humanas são as mesmas de 20 mil anos atrás e continuarão sendo as mesmas no futuro.
O autor coloca que a mudança das sociedades primitivas onde o homem caçava para sobreviver, para as complexas sociedades hoje, não trouxe nenhum ganho geral em termo de bem-estar e liberdade. Os humanos somente trabalhavam quando precisavam comer, não precisavam de excesso nem de produção, com isto tinham tempo para comtemplar à natureza, viver com os familiares e amigos e tinha mais tempo para si mesmos. Isto gerava mais bem-estar e liberdade para ele, trabalhava apenas quando queria ou necessitava.
Num outro parágrafo percebe-se a ironia com a Revolução das máquinas, cada vez mais elas irão trabalhar por nós e de acordo com o autor a população irá voltar-se a diversão, distração e aos produtos desta: drogas, bebida, prostituição e etc. Já podemos perceber isto nos países desenvolvidos onde os serviços crescem há 20 anos e já ultrapassaram o setor industrial em numero de empregados. Com as máquinas e computadores trabalhando por nós e nossas necessidades saciadas iremos nos voltar a desejos mais exóticos e a inventar novos vícios.
Dentro deste capítulo o autor traz a tona outro assunto que venho sempre descrevendo no blog, temos vários artigos sobre isto. Para o autor os humanos não terão controle sobre as máquinas, às formas de vida naturais não contêm em si mesmas, nenhuma vantagem evolutiva em relação aos seres artificiais e não há retorno – “Uma vez que um sistema seja entregue a um software vivo, capaz de se reproduzir, não há mais retorno” – A substituição dos humanos pelos próprios artefatos criados é curiosa e perfeitamente possível. O temor das pessoas vem da ideia que as máquinas não tem a consciência humana, para o autor as máquinas irão mais além, transformando-se em seres espirituais, não apenas pensarão como terão emoções, ilusões a autoconsciência. Precisam ler este capítulo para escutarem do autor as coisas que venho dizendo e ninguém leva a sério.
O ponto principal deste capítulo é tratar da falta de progresso do homem, o que evolui é o conhecimento sobre as coisas, não o homem.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Desenvolvimento Humano x Liberdade Econômica
Como alguns ainda teimam em discordar destas minhas análises, me sinto no dever de continuar a trazer novas teorias e dados para tentar embasar ainda mais minhas analises.
A mais recente publicação do IDH 2010 me trouxe repentinamente uma clara visão de como liberdade econômica traz desenvolvimento humano e de vida para o corajoso país que adota-las. Digo corajoso porque não é popular, vender empresas, dar liberdade de contratação aos empregadores, diminuir a carga tributária e consequentemente acabar com os benefícios sociais não são medidas populares, e sim, bem desgastantes. Imaginem algum presidenciável pregar algumas das propostas acima, nunca seria eleito. Porém o desenvolvimento duradouro precisa deste ambiente de livre concorrência e empresas privadas. As provas estão em todos os lugares.
No entanto vamos fazer uma correlação entre o IDH 2010 e o último ranking de liberdade econômica de 2010 e identificarmos suas semelhanças.
Reparem que não temos entre os 10 melhores, nenhum país que não seja bem capitalista, não existe nenhum socialista ou com tendências a tal. Todos acima pregam bastante liberdade econômica e privilegiam a competitividade, também verificamos que existem pouquíssimas empresas estatais neles.
Podemos apenas tecer alguns comentários a respeito de Noruega e Suécia, pois apesar de estimularem a competitividade de sua economia, terem grandes empresas privadas, possuem um alto grau de benefícios sociais pagos pelo estado, neste caso vamos analisar com parcimônia e como exceção, já que são raridades no universo estudado.
Temos abaixo o índice de liberdade econômica de 2010.
Observem, agora, a correlação entre os dois rankings e percebam que 5 se repetem entre os 10 primeiros e 3 dos 10 melhores no IDH estão entre os 23 do ILE.
Correlação
Não podemos negar que apesar de serem impopulares e desgastantes devemos perseguir a liberdade econômica, pois no longo prazo, somente ela trará os benefícios sociais que todos perseguem. Um ponto a ser destacado é a cultura de cada país, enquanto alguns privilegiam a iniciativa individual, o esforço de cada um, outros perseguem o auxilio, a falta de iniciativa, o amparo. Volta a afirmar, não podemos dar nada de graça a ninguém, as pessoas precisam correr atrás do pão de cada dia, precisamos incentivar e premiar o esforço das pessoas e não sua ociosidade. O problema da América Latina está ai, herdamos o apadrinhamento estatal dos países ibéricos e 500 anos depois ainda não conseguimos nos livrar disto.
A China, pesar de grande crescimento econômico, não tem IDH elevado nem tampouco ILE, neste caso afirmo que sem democracia e liberdade econômica ela vai afundar, ditaduras podem fazer um pais crescer 100 anos em 10 anos, mas basta uma medida errada para regredir 200 anos. A democracia traz lentidão no crescimento, mas este é sempre contínuo.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Uma Nova Eleição Legislativa
Acho que todos concordam que precisamos fazer alguma coisa em relação ao legislativo, continuamos votando sem nenhum critério, a maioria nem sabe o que um deputado faz e deste jeito fica difícil mudarmos alguma coisa. Em geral elege-se o mais famoso ou o mais divulgado, com isto, o poder da mídia e do dinheiro se sobressai sobre as ideias e propostas de cada um. Até dentro dos próprios partidos políticos isto acontece, quem tem mais prestígio tem mais verba e mais chances de se eleger. Deste modo acabamos não elegendo uma porção da sociedade e sim apenas uma: aquela que detém o poder econômico e político.
Dentro deste quadro tenho pensado numa forma diferente de eleger o legislativo. Para isto vamos gostaria de voltar um pouco no tempo, ao princípio desta instituição, e perceber seu verdadeiro significado: ela deve representar uma parcela da população, e deste modo, deveria haver uma renovação constante da mesma. Portanto minha primeira proposta é de acabar com a reeleição para cargos legislativos, com isto acabamos também com outra pratica abominável que é a carreira política. Cargos eletivos não podem ter carreira, são como o próprio nome diz: eletivos e temporários. Não podemos permitir que ninguém viva exclusivamente de cargos políticos. Quem pretende se eleger deve ter uma ocupação. Na Grécia antiga as assembleias eram reuniões de pessoas importantes de tempos em tempos, ninguém recebia nada para votar, era um dever do cidadão participar das decisões e não uma forma de ganhar dinheiro nem de seguir carreira.
Seguindo a mesma linha anterior vem minha segunda proposta: estes cargos não devem ser remunerados. Ninguém deve receber nada para votar, isto deveria ser um dever do cidadão e os assessores também devem seguir a mesma linha. Para isto vem minha terceira proposta: assim como em cargos eleitos por sindicatos, as pessoas escolhidas para representar a sociedade no legislativo deveriam se tornar estáveis no emprego, ou seja, o empregador não poderia demitir e ainda deveria libera-lo 2 dias por semana para ele votar, proponho a sexta e sábado.
Acho que 4 anos pode viciar uma pessoa e fazê-la gostar do poder e acabar fazendo politicagem, portanto minha quarta proposta seria de cargos eleitos por apenas 1 ano, a cada ano escolheríamos uma nova assembleia legislativa. Como não haverá custo para a sociedade, também proponho dobrar o numero de legisladores, neste caso teremos uma porção maior da sociedade decidindo nossos rumos.
Não esqueçam que estas propostas valeriam para todas as casas legislativas: federal, estadual e municipal.
Bem, a quinta, ultima e mais controversa proposta seria a forma de elegê-los: proponho sorteio. Quem quisesse representar gratuitamente a sociedade nas suas decisões mais importantes deveria primeiramente atender a alguns requisitos, seriam eles:
1. Fazer um curso de aprendizado sobre o funcionamento de um cargo legislativo de, no mínimo, 1 ano, com uma carga horária elevada e nota mínima de 7;
2. Ter segundo grau completo;
3. Comprovar moradia fixa e contínua no local selecionado;
4. Ter emprego;
5. Não possuir nenhum registro de condenação em primeira instância;
6. Não ter participado anteriormente do cargo escolhido;
Qualquer interessado poderia se tornar elegível, todas as propostas acima são de caráter preparatório, pobres e ricos poderiam segui-los e teriam as mesmas oportunidades.
Depois de passar nesta peneira, os aprovados seriam escolhidos por sorteio, o legislativo deve representar a sociedade, então todos deveriam ter as mesmas chances, nada mais justo que o sorteio.
Acho que fui longe desta vez, talvez até tenha radicalizado demais, me ajudem, tragam mais propostas e aprimoramento destas ideias e sempre tenham em mente: do jeito que está não dá, né?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Privatização x estatização
Passado, pelo menos em partes, por mais uma crise do capitalismo voltamos a um debate sempre trazido em épocas de incertezas economicas: a liberdade capitalista.
Quero neste primeiro momento trazer uma abordagem nova ou diferente de simplesmente falar sobre os prós ou contras da privatização ou não do mundo e da sociedade a nossa volta, e voltar ao princípios que norteiam esta discussão.
Controle (derivado de poder), esta é a palavra chave neste debate, privatizar ou estatizar é transferir ou não o controle de algo do estado para a sociedade. Privatizar empresas ou serviços públicos é transferir para a sociedade o controle e o poder sobre algo.
Acho que o mundo ainda não encontrou um modelo adequado e provado de como devemos gerir e administrar os coisas públicas no mundo, portanto vamos discorrer um pouco sobre a forma de administração pública e privada.
Administração Pública: percebemos que quando o estado gerência algo, falta-lhe controle, ou como dizemos no dia a dia, o dono. Há uma completa falta de identidade do administrador público sobre o objeto administrado. O gestor não exerga a empresa ou autarquia como algo que deve ser cuidado por ele e que naquele momento é de sua posse, não propriedade. Sem alguém para zelar, cuidar, e tratar como seu, nada, digo nada neste mundo prospera; numa empresa sem dono é como um navio sem marinheiro, todos opinam, todos fazem o que acham que devem e ninguém é cobrado por nada, ou seja, falta o controle, quem controla um empresa pública? O presidente? Ele está muito longe para isto.
A falta de controle faz desabar qualquer tentativa bem sucedida de o estado controlar uma empresa e até algum serviço público, temos diversos exemplos mal sucedidos no mundo, vejam a Venezuela, a Rússia socialista, as empresas públicas brasileiras, Correios, Eletrobrás, Petrobrás, são casos e mais casos de ingerência, corrupção, má administração, falta de planejamento estratégico eficiente, entre outros.
Portanto acho que já testamos inúmeros casos e experiências mal sucedidas de administração pública, não só no brasil como em qualquer outra parte do mundo, todo que é público, no fundo, não é de ninguém, pois quem é o público? Difícil definirmos isto.
Administração Privada: sem lucro não há administração privada, o dono sempre irá visar o lucro, este sempre será o interesse primário de um negócio, qualquer que seja, tudo que é feito é visando um retorno adequado ao investimento feito. Não tem nada de errado com isto, muito pelo contrário, o lucro é o fruto do trabalho e da ideia bem sucedida de alguém.
Diferentemente do que nos ensinou karl Max, que o lucro é a exploração social do capital, na verdade o lucro é o ganho da diferenciação do empreendedor, ganha mais quem vende mais com margem maior e quem consegue isto? Ora justamente aquele que for capaz de criar algo novo, diferenciado e bem feito, então nada mais justo do que este ganhar mais que o outro.
No entanto o lucro não pode ser considerado nos serviços públicos, o objetivo deste não é um retorno do capital, como revolver este problema? Ou temos uma boa administração visando o lucro ou temos um péssimo serviço visando uma prestação pública.
Esta questão tem me incomodado bastante, vejo a administração federal estatizando muita coisa e caminhando na direção oposta dos países que mais crescem no mundo e os mais desenvolvidos, a liberdade de competição somente é conseguida com um numero maior de concorrentes e isto somente é alcançado com privatizações, não consigo ver benefícios com a estatização do pré-sal por exemplo. O papel do governo é cobrar pela exploração e com impostos e não administrar uma empresa.
Penso que uma forma de estabelecer uma administração publica-privada dos serviços públicos seria o estabelecimento de metas para uma administração privada, onde os primeiros objetivos do administrador seria o cumprimento de metas e padrões minimos de qualidade destes serviços. Isto vale para tudo, não acho que deveríamos ter nada administrado pelo governo, o papel deste é controlar, regular e fiscalizar os serviços que seriam prestados pela iniciativa privada.
Saúde, educação, previdência, entre outros serviços públicos poderiam ser privatizados através do estabelecimento de metas, neste caso o governo poderia fazer o papel de auditor deste serviços e cobrar por eles em vez de tentar administrar algo que não tem competência.
Bem, é apenas uma ideia, e que apareçam outras.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Realidade Virtual
A Realidade Virtual é a criação de outra realidade através de ilusões, espelhos e neste caso de computadores capazes de simular diretamente em nossas mentes, percepções ilusórias que irão parecer totalmente reais.
O homem adora fugir de sua realidade, faz isto quando trabalha demais, estuda demais, se doa demais, usa drogas, bebe álcool e até quando viaja demais (faço uma autocritica neste caso, mas em partes, rs), ou seja, quando não se tem coragem – mais uma vez uso este palavra em meus textos – de mudar sua realidade por suas próprias vontades, se busca um refúgio longínquo para afogar suas mágoas ou esquecê-las.
A Realidade Virtual é exatamente isto, outra forma de fugir das limitações ou infelicidades individuais em prol de um prazer superficial e passageiro. Qualquer percepção do mundo por qualquer ser inteligente que possa existir no universo será carregada de vícios e imperfeições. Isto acontece por dois motivos, o primeiro é o hardware utilizado, no caso dos humanos, seus cinco sentidos, só podemos perceber o mundo através deles e qualquer limitação destes será uma enorme limitação de percepção. O segundo é o software ou linguagem, no nosso caso, a mente humana, esta é tão carregada de habito, convenções, cultura e etc. que sua interpretação da realidade será sempre muito pobre. A ciência utiliza muito a matemática para aumentar nossa visão, mas isto é tema para outro artigo. Portanto nossa maneira de perceber a realidade já é um pouco virtual, ou seja, é uma criação de nossas mentes.
Vamos volta para o tema. A Realidade Virtual pode nos trazer algumas recompensas que, vejam este trecho de Stanislaw Lem no livro Summa Technologiae:
“O que pode o sujeito experimentar quando conectado ao gerador fantomático? Tudo. Pode escalar montanhas escarpadas ou caminhar sem um traje espacial ou máscara de oxigênio na superfície da lua; numa armadura clangorosa, pode liderar um pelotão de fieis combatentes na conquista de fortificações medievais; pode explorar o polo norte. Pode ser aclamado por multidões como um vencedor de maratona, aceitar um premio Nobel das mãos do rei da Suécia como maior poeta de todos os tempos, comprazer-se no amor correspondido de madame Pompadour, duelar com Jasão, vingar a morte de Otelo ou tombar sob as adagas de matadores da máfia. (...) Pode morrer, ser ressuscitado e fazer isso de novo, muitas e muitas outras vezes.”
Dentro deste Gerador Fantomático – máquina criada pelo autor acima para criar realidades virtuais dentro de qualquer mente – podemos ter apenas as experiências que queremos ter, poderíamos escapar de nossas limitações físicas e até humanas e vivermos como verdadeiros Deuses. Imaginem as implicações disto, ninguém vai mais querer sair do virtual e enfrentar sua dura rotina real.
Nossas vidas são criadas por fatos irrecuperáveis e inalteráveis, porém na realidade virtual esta seria apenas uma de muitas que poderíamos viver. Poderíamos perder a percepção de mortalidade que temos tão forte dentro de nosso inconsciente, isto sim seria uma revolução mental.
Não se enganem, muito não acreditam nisto devido à crença que temos Alma (acho que o século XXI irá quebrar muitas barreiras sobre a crença em alma, tem muita coisa para acontecer que irá suscitar muitas dúvidas sobre ela). Tudo está em nossas mentes e nossos pensamentos podem e vão ser manipulados, teremos o poder de decidir se teremos uma vida terrestre ou virtual, com ou sem riscos, será uma escolha individual e temo que muitos tomem a decisão de não viver o risco e por falta de coragem escolher uma vida de prazeres no mundo virtual.
Tragam-me outras reflexões sobre o tema, como seria uma vida virtual? Como o ser humano irá encarar isto? Quais as consequências sociais? Tem um filme novo chamado “Substitutos” que pode dar uma ideia de como seria.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Era Lula
Estava esperando um momento para falar sobre nosso presidente e acho que chegou o momento.
Eu realmente devo estar cego ou maluco por ser o único ser neste planeta que não ame o Lula, não tenho nada contra a pessoa dele, acho até carismático, mas cadê o preparo para ser presidente de um país. Sempre tento achar alguma coisa no presidente para elogiar e não consigo, juro.
Não consigo enxergar nada que tenha sido feito de maneira correta e planejada, ou alguma coisa que terá benefícios futuro a sociedade brasileira. A Era Lula é a era do imediatismo e do camarada.
Se o mundo o ver ele como o “Cara” ou o mundo está, na verdade, brincando com a situação ou está muito mal freqüentado no momento.
Camarada! Sim, pois desconheço um governo na história mundial que tenha feito um governo tão covarde, Lula não briga com ninguém, se você está insatisfeito com alguma coisa, vai lá no planalto e pede, tenho certeza que sairá com alguma coisa. Este governo não nega nada para ninguém e por isto mesmo não faz nenhuma reforma, não executa nenhuma obra importante, não acaba com a corrupção, não acaba com as aposentadorias milionárias, não diminui o gasto estatal, não privatiza nada, ou seja, não faz nada. Em termos de administração pública não conheço um governo tão inerte.
São 250 mil novos funcionários públicos, de 2003 a 2009 o gasto com pessoal subiu 100 bilhões de reais anuais, tem emprego para todo mundo, quem vai pagar por tudo isto agora e nas aposentadorias futuras? O Brasil é um país rico, não é mesmo?
O PT realmente tomou o poder, tomou de tal forma que levará outros 20 anos para corrigir as mazelas trazidas pelos companheiros, pelos camaradas que lutaram muito pelo partido no passado e agora merecem alguma coisa. O problema é que este “alguma coisa” está se tornando muito caro para a sociedade.
Basta dar uma olhada no currículo dos ministros do nosso querido presidente para ver que estudo não vale mais nada mesmo, tem de tudo, sindicalista, político, petista, companheiros de longa data (alguns já saíram por corrupção), é mesmo uma festa este governo. Aposto que muito poucos conseguiriam um emprego decente numa empresa privada. Já viram a estirpe do ministro do trabalho? é uma piada.
Alguém se lembra do Fome Zero?
Entretanto, alguém poderia dizer, e o bolsa família? E a economia? Bem, meus companheiros, isto é papo para gente grande.
O Bolsa Família é a maior compra de votos da história mundial. Tem lugares do Nordeste que empresas estão tendo dificuldades de contratar pessoal, as pessoas preferem ficar em casa e ganhar R$ 95,00 do que trabalhar para ganhar R$ 400,00. Esta é a lógica, enquanto alguém ajuda, o cara não se move. Este é o Brasil. Se o cara está com fome ele vai se virar para conseguir comida, dando a ele o peixe estamos mantendo-o sem ocupação, sem produção, sem PIB, sem nada.
Economia? O governo Lula não mudou uma vírgula do plano Real do governo anterior e ainda deu sorte por não ter tido Apagão, Crise Russa, Crise Asiática, Eleição de Lula. Bem, na economia tenho que dar um mérito para o Banco Central. Entretanto será que apenas um órgão do governo administrado por um banqueiro é merecedor de elogios?
PAC: realmente uma piada. A Revista Veja publicou, faz uns meses, uma reportagem demonstrando com andam estas obras, vale a pena dar uma olhada para ver o absurdo.
Meio ambiente: nosso ministro ainda tenta, mas não tem conseguido muita coisa, há 6 meses o governo legalizou milhões de hectares de terras invadidas na Amazônia. Para mim a Amazônia é um patrimônio mundial e que governos internacionais não podem deixar o Brasil destruir. Não importa se eles já destruíram as florestas deles, o que importa agora é que esta floresta é a única que sobrou e o mundo precisa dela. Nosso papel é exigir um retorno pela manutenção da mesma e não destruí-la.
Diante deste quadro, fico muito pessimista em relação ao nosso país, será muito difícil mudar alguma coisa, a estabilidade da economia pode trazer benefícios de curto prazo, no longo prazo precisamos acabar com a corrupção, educação, segurança pública, desmatamentos na Amazônia, investimentos em infra-estrutura, reformas política, previdenciária, da justiça, administrativa, tributária e não consigo enxergar nada disto neste governo, estamos há 8 anos sem andar nada com pontos acima.
Esqueci de alguma coisa?
Brasil, país do futuro que nada, a frase agora é: Brasil, país dos companheiros!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Cachorros de Palha – Capítulo 4: O não-salvado
Os humanos pensam que são seres livres, conscientes, mas são, na verdade, animais enganados. Ao mesmo tempo nunca cansam de tentar escapar do que imaginam ser, pois suas religiões são tentativas de livrar-se de uma liberdade que nunca possuíram. [O que torna o homem um ser não livre? A pouca consciência de si? Talvez o conceito aqui empregado para liberdade esteja errado. O homem é capaz de decidir sobre seus caminhos mesmo que em poucos e fugazes momentos de consciência e qualquer outro modelo de liberdade que não o experimentado pelo humano é teórico. Nossa liberdade é limitada em relação a que parâmetro? O engano deve estar no conceito.]
A média da humanidade leva seus salvadores muito pouco á sério para precisar deles e quando os buscam é por distração, não salvação.
Como o cristianismo no passado, o moderno culto da ciência vive da espera de milagres (fim da velhice, das doenças, da finitude da espécie humana), contudo, mesmo trazendo benefícios, a ciência trará também prejuízos (aperfeiçoamento da arte da guerra e refinamento da tirania), não restando “salvação” para a humanidade.
Segundo Gray, é raro indivíduos valorizarem sua liberdade mais do que o conforto que vem da subserviência, e mais raro ainda que povos inteiros o façam. [Carlos: percebam a profundidade desta afirmação, as pessoas preferem viver na ilusão que enxergarem a realidade]
O ateísmo é fruto da paixão cristã pela verdade. Nenhum pagão está pronto para sacrificar o prazer da vida em troca de mera verdade. Entre os gregos, a meta da filosofia era a felicidade ou a salvação, não a verdade. A adoração da verdade é um culto cristão. Deste modo, o cristianismo atingiu a tolerância pagã à ilusão, e ao sustentar que existe uma única fé verdadeira, deu à verdade um valor nunca antes atribuído, tornando possível, pela primeira vez, a descrença no divino. A consequência de efeito tardio da fé cristã foi uma idolatria da verdade que teve sua mais complexa expressão no ateísmo. Se hoje vivemos em um mundo sem deuses devemos ao cristianismo. [Carlos: que critica bem feita, sempre busquei a verdade, John tem destruído muito de meus conceitos]
Por que outros animais não buscam libertar-se do sofrimento? Será porque ninguém lhes disse que tem que viver novamente? Ou será porque, sem precisar pensar nisto, sabem que não viverão? Para aqueles que se sabem mortais, o que Buda buscava está sempre á mão (mortalidade e não ter que viver de novo). Já que a salvação já está assegurada, por que nos negamos o prazer da vida? [Marcela: Realmente incompreensível] [Carlos: não achei, o que o autor quer demonstrar é que a expectativa de uma vida após a morte traz sofrimento e angustia, por não sabermos o que nos espera, se vivêssemos sabendo de nossa finitude, teríamos muito mais prazer]
A verdade não é que tememos o passar do tempo porque conhecemos a morte, tememos a morte porque resistimos ao passar do tempo. Se outros animais não temem a morte como nós não é porque sabemos algo que eles não sabem, é porque não estão oprimidos pelo tempo. [Marcela: Como saber o que passa no íntimo dos outros animais se ainda não estabelecemos uma comunicação eficiente com eles? O autor, ao meu ver, interiorizou de maneira extrema o culto á sua própria verdade. Opinião não é sinônimo de verdade.] [Carlos: Marcela não resista a dialogar com o autor entre no mundo dele primeiro, é claro que o animais não sofrem com a morte natural – não estamos falando da morte acidental aqui - 99% deles não tem consciência de sua existência, precisamos conversar com eles para perceber isto?]
Comentário (Marcela): Acredito que os homens que buscam a fé em salvadores não o fazem por diversão e sim pelo conforto de transferir a responsabilidade pelo que acontece em suas vidas, aliviando-se deste “peso”. Ou buscam a fé para consolar-se de dores irreversíveis, tendo em vista o pesado fardo da mão única do tempo, como o próprio autor coloca “O tecido de nossas vidas é feito de atos irrecuperáveis e atos inalteráveis...”
Além disso, nascer sabendo que a morte é o fim certo é algo que nós humanos temos dificuldade em lidar. A idéia de vida eterna é aconchegante e tranquilizadora (bom para os que acreditam e péssimo para os que deixam de viver plenamente esta vida que conhecemos para viver outra que ninguém tem certeza). O argumento de que os animais não temem a morte é falso, eles temem a morte iminente e manifestam seu medo reconhecidamente. Não somos os únicos animais que temem o desconhecido.
Comentário (Carlos): a fé alivia mesmo o “peso” da existência, mas somente para os fracos, enxergar uma vida finita é muito mais confortável, acabamos com a espera e a ansiedade de uma vida melhor depois e passamos a viver como se cada momento fosse único e irrecuperável. Isto faz o homem viver para executar as coisas aqui e agora e o torna um ser muito mais feliz e realizador.
Desculpem-me mas não consigo ver benefícios a longo prazo para a religião, ela até pode trazer um conforto no curto prazo, mas ao longo da vida ela escraviza, manipula e domina as ações humana individuais para algo coletivo e ilusório.
Precisamos entender que não importa se teremos vida após a morte ou não, se Deus não está aqui e agora nos falando o que fazer é por que isto não é importante, se ele realmente existir quer que vivamos nossas vidas sem ele. Vivendo assim, o homem traz o paraíso eterno para o presente e vive sua vida de forma completa. Só vejo benefícios em imaginar uma vida finita, no entanto vale e muito esta discussão.
Sempre digo: "Se houver outra vida depois, será lucro"


