sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Sobre Brumadinho e o papel do estado

Eu discordo de quase tudo que venho lendo sobre a tragédia de Brumadinho. Parece que a impressa e a opinião publica estão mais interessadas em achar um culpado que realmente descobrir um meio para que isto jamais ocorra novamente.
Na verdade, este episódio em muito se parece com o problema da segurança publica no Brasil. A imprensa, assim como a população pedem e repetem o jargão, de que há falta policiamento nas ruas, que não temos policiais suficientes e blá, blá, blá, quando na verdade não sabem ou tem preguiça de pensar um pouco para entender o problema como um todo.
Segurança, assim como fiscalização de obras, auditorias do fisco, ou seja, todo o complexo sistema de regulação e fiscalização de um governo não deve se dá por um processo ostensivo, que exige milhões de formulários, preenchimentos de guias, autorizações de todo tipo e muita, muita burocracia mesmo. É isto que queremos no caso da mineração? É isto que queremos quando vamos construir uma casa, montar um negócio? Não e nem precisamos disto.
O sistema burocrático que permeia todo um funcionalismo público brasileiro cria a perversa ideia de que o estado é responsável por tudo e que ele deve ser o indutor de tudo numa sociedade, este modelo está falido, nunca funcionou e jamais funcionará justamente porque o estado teria que ser grande demais e sufocaria toda sociedade. Esta ideia está totalmente equivocada e não parte de princípios de uma sociedade realmente livre e responsável.
Isto vale também nos aspectos familiares, quando nossos filhos querem ir a uma festa, pedimos a lista dos convidados, ligamos para os amigos, exigimos formulários a eles sobre o evento e etc., etc., etc.? Não é assim que as coisas funcionam, nem devem funcionar.
Liberdade gera responsabilidade. O que precisamos criar são leis duras, gerar o medo da punibilidade severa em caso de descumprimentos de regulações e normas e fazer com que as pessoas e as empresas criem seu senso de responsabilidade para com seus atos, assim como fazemos com nossos filhos.
Sei que muitos vão me criticar pelo excesso de confiança nos empresários e nos brasileiros, mas isto funciona, é assim em praticamente todo o mundo desenvolvido. Não existem muitos fiscais, não existe burocracia, existe sim, leis rígidas e duras e a certeza da punibilidade em caso de descumprimento desta.
Não precisamos de muitos policiais nas ruas, nem de muitos fiscais da receita federal, nem de aumentar o quadro da agência reguladora de mineração. Precisamos criar um ambiente de certeza de punibilidade em caso de descumprimento, a sensação desta, cria o medo e a vontade de andar corretamente. Sabemos que é impossível colocar um PM em cada esquina do país para acabar com os crimes, mas se investirmos na investigação, no pós crime, na certeza de que todo crime cometido será apurado, investigado e severamente punido, como acontece em vários países, o criminoso começará a pensar 3 vezes antes de cometer um crime, e não precisaremos de polícia ostensiva.
Espero sinceramente que este episódio não traga mais burocracia, mais funcionários públicos, mais requerimentos, mais autorizações, mais estado, pois este não é o caminho. Não queremos mais estado, queremos mais liberdade e punibilidade severa para quem não cumprir as regras estabelecidas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

TRISTE ELEIÇÃO

Esta eleição está expondo o que há de pior nas pessoas de ambos os lados e tem me deixado estarrecido. A liberdade individual é uma conquista inalienável, o mundo será pior sem ela, as pessoas serão piores sem ela.
“É exatamente por isso que qualquer regime que busque impor a homogeneidade deve necessariamente se voltar contra o mercado e a favor da coerção. Vale lembrar que o Partido Nazista, no início, incentivava apenas apenas boicotes pacíficos a estabelecimentos comerciais judaicos, protestos com cartazes na frente das lojas, e outras ações similares, e deu instruções explícitas para que ninguém fosse agredido. Isso não funcionou. As Leis de Nurenberg foram uma medida desesperada para resolver o "problema" de o mercado não ter excluído as pessoas.”
Querer levar a sociedade a uma homogeneidade da maioria é ir contra a própria constituição da sociedade moderna.
“Retroceda no tempo e pense no fim das guerras religiosas. Os pensadores do Iluminismo propuseram que a solução para as diferenças religiosas não era a queima de hereges e a imposição de um credo oficial, mas sim permitir que as pessoas acreditassem no que quisessem desde que não agredissem as outras. E o sistema funcionou. De quantas maneiras diferentes essa ideia de liberdade funcionaria? Gradualmente, esse conceito de liberdade passou a influenciar os discursos, a imprensa e o comércio. No fim, levou à ampla emancipação dos escravos e das mulheres. Criou um mundo novo, no qual o poder do estado foi restrito e contido, e desmantelou o antigo mundo baseado em uma hierarquia compulsória.”
Cada cidadão deste planeta tem o direito de viver de acordo com suas crenças, com sua opção sexual, de fazer o que bem entender de sua vida privada. Suprimir minorias é o equivalente a um atentado terrorista, é querer suprimir vontades individuais, digo individuais e que não dizem respeito a vida pública.
“Em contraste, a postura mental de que a homogeneidade é uma condição necessária leva a uma série de estranhas obsessões sobre conflitos intermináveis na sociedade. Você começa a exagerá-los em sua mente. Parece que você está cercado por uma infinidade de guerras insolúveis. Há uma guerra entre negros e brancos, homens e mulheres, gays e heteros, cristianismo e islamismo, pessoas com e sem deficiência, "nosso país" versus "o país deles", e assim por diante. Esta é a mentalidade típica que une a extrema-esquerda e a direita nacionalista.
E, adivinhe só? Se você constrói um estado grande, que a tudo deve regular, esses conflitos realmente parecem ser mais reais do que são, simplesmente porque o estado joga as pessoas umas contra as outras. Você começa a odiar um grupo porque seus membros não votaram em seu candidato, porque eles recebem mais dinheiro de impostos, ou porque eles defendem várias formas de restrição à sua liberdade. Graças a esse estado intervencionista, você sente como se estivesse cercado por inimigos e mal enxerga a possibilidade de compreensão humana.”

O FIM DE UMA RELIGIÃO

Vamos aos fatos que já temos do caso João de Deus:
- O centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola é um centro referenciado mundialmente e é frequentado por centenas de espíritas diariamente, no site do centro está bem claro que médiuns famosos foram responsáveis pelo centro, vejam nota tirada do site abaixo:
“Em 1978, as Entidades enviaram uma mensagem ao médium João Teixeira de Faria, através de seu amigo Francisco Cândido Xavier (o médium Chico Xavier). A mensagem psicografada, ditada pelo Espírito Dr. Bezerra de Menezes, designava a cidade de Abadiânia, em Goiás, para o estabelecimento do centro. A mensagem dizia ainda que a área deveria ter acesso a uma cachoeira.
O médium João começou sua busca pelas terras e, em 1993, Chico Xavier psicografou outra mensagem de Bezerra de Menezes, destinada a João de Deus, confirmando a cidade de Abadiânia como o recinto da sua missão.”
Sim, é isto mesmo o médium mais famoso do Brasil não só frequentava como também foi um dos fundadores.
- Vamos a definição da chamada doutrina espírita:
“A doutrina espírita é baseada em cinco "obras básicas", chamadas de Codificação Espírita, publicada por Kardec entre 1857 e 1868. A codificação é composta por O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Somam-se ainda as chamadas obras "complementares", como O Que é o Espiritismo?, Revista Espírita e Obras Póstumas. Mesmo não sendo reconhecida como ciência, seus adeptos consideram-no uma doutrina de cunho científico-filosófico-religioso voltada para o aperfeiçoamento moral do homem e acreditam na existência de um Deus único, na possibilidade de comunicação útil com os espíritos através de médiuns e na reencarnação como processo de crescimento espiritual e justiça divina. O espiritismo também é conhecido por influenciar e promover um movimento social de instituições de caridade e saúde, que envolve milhões de pessoas em dezenas de países.”
A doutrina é baseada na comunicação com os chamados espíritos de luz buscando crescimento espiritual e justiça divina, isto mesmo que vocês ouviram JUSTIÇA DIVINA.
Tem como fundamento principal a frase: Quem semeia o bem, colhe o bem. Quem semeia o mal, colhe o mal.
Também temos como base da doutrina a seguinte frase: “Abnegação na prática do bem, ou seja, não se deve cobrar pela prática da caridade, nem o fazer visando a segundas intenções. Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
Constatações sobre o ocorrido:
Milhares de pessoas frequentam diariamente o centro em busca de curas milagrosas de inúmeras enfermidades e esta cura é baseada na presença dos chamados espíritos de luz.
Centenas de espíritas ajudam na caridade promovida pelo centro, encarnando os espíritos de luz visando fazer o bem e promover a caridade
Com base nestes dados precisamos entender e ter algumas questões respondidas com urgência, pois a cerne da doutrina ou religião foi seriamente atacada, na verdade foi fatalmente confrontada:
Como um centro espírita referenciado mundialmente, frequentado por inúmeros espíritas famosos e que supostamente conversam com espíritos de luz e realizam coisas maravilhosas e divinas não foram informados por estes das coisas horrendas que seu principal condutor de luz fazia com seus fiéis?
Como os espíritos de luz que realizam coisas maravilhosas, do bem, divinas não informaram aos outros espíritas o que seu líder maior fazia debaixo da cara deles?

Sem esta resposta fica difícil a continuidade desta religião ou doutrina chamada espirita, já que sua base fundamental foi atacada de maneira certeira e fatal.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

UM REFLEXÃO SOBRE 2002 E 2018

Elegemos um mito em 2002 e estamos prestes a eleger outro. Façamos uma reflexão em caso do segundo também alcançar o poder.
Ambos foram alçados a condição de Mito, se não lembram Lula teve 66% dos votos no 2º turno, eleito sobre o slogan da esperança, qual a bandeira do novo mito mesmo? Esperança do diferente, de não fazer parte do corpo político brasileiro, alguma diferença entre eles?
Ambos tinham como qualidades a honestidade, para os que não lembram não se tinha nada contra Lula, tinha uma biografia impecável, mas tinha um extenso currículo político, igualzinho ao mito atual. O fazer diferente e com honestidade são slogans de ambos.
Ambos não tinham representação política, tanto o PT na época quanto o PSL atualmente não tinham poder para governar e foram (ou serão) eleitos para governar sem apoio do legislativo. Sabemos no que deu em 2002.
Ambos tinham eleitores exaltados, nervosos e intransigentes como se estivessem defendendo um “Deus”. Temos 5 mil anos de história humana documentada e sabemos como acabam os elevados a Deuses no poder. Guerras, conflitos, violência, imposição de vontades não são nada quando se acredita em algo superior, os homens se sentem entorpecidos com ideais, quando têm um ideal para viver, em grupo, são capazes de qualquer coisa. Mera coincidência com a realidade, não?
Ambos tinham seus nomes elevados como se fossem a ultima esperança, a ultima fronteira e solução para tudo, como se um governante ou algum governo sequer na história humana tivesse o poder de mudar a vida individual das pessoas. Cuidado se você está delegando sua felicidade a outro, está transferindo a responsabilidade sobre sua vida e seu sucesso. Não são governos que mudam o rumo de um país, são cidadão conscientes que mudam o rumo de estados, estamos invertendo as coisas, ou não?
Cuidado com as certezas que uma ideologia pode te levar acreditar, só peço um pouco de razão em nossas escolhas.
É um perigo elevarmos governantes a Deuses. Quando falta a razão, qualquer coisa pode ser colocada no lugar. Pensem nisto.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Não vou defender corruptos

Não vou defender corruptos, mas existe uma sensação de felicidade geral quando um empresário rico e poderoso é preso.
Não vou defender corruptos, mas a sociedade precisa entender que é muito difícil alguém ficar rico ou ter sucesso empresarial com um estado tão grande, sem depender dele para alguma coisa, nem que seja um alvará ou autorização para alguma coisa.
Não vou defender corruptos, mas não estamos criando atualmente as condições básicas para um país prospero, rico e poderoso.
Não vou defender corruptos, mas a corrupção é gerada pelo excesso de burocracia e de intervenção estatal em tudo que existe a nossa volta.
Não vou defender corruptos, mas quando votamos querendo tanta coisa pública e quando cobramos tantos direitos do estado, não estamos na verdade aumentando seu poder e criando um monstro que acaba nos engolindo, a todos? Que investe e gera empregos? Quem gera riqueza e faz qualquer nação progredir? Estamos criando as bases para termos Bill Gates e Steve Jobs ou para José Dirceu, Cunha e Renan?
Não vou defender corruptos, mas o que nossos jovens cidadãos querem? Oportunidade para se arriscarem, criarem coisas novas, mudarem o mundo ou um concurso público?
Não vou defender corruptos, mas quais são as causas para tanta corrupção? Estamos nos certificando em acabá-las de vez? Estamos criando as condições necessárias para termos um lugar no mundo onde se crie inovação, tenha-se curiosidade, ambição e apetite ao risco?
Não vou defender corruptos, mas esta sensação de satisfação em ver empresários ricos presos não é, no fundo, um pouquinho que seja, de inveja?

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O problema não é a educação

Temos dado um foco errado para os problemas deste país chamado Brasil. Parece que ninguém mais discorda ou tem outra opinião sobre como mudar este país, toda discussão sempre acaba na palavra: EDUCAÇÃO. Entretanto parece que as coisas não são tão claras assim.
Grande partes dos países ditos atualmente como desenvolvidos, tinham péssima educação quando começaram a se desenvolver de fato, ou seja, quando começaram a se transformar socialmente como nação, gerando desenvolvimento social e econômico.
EUA e Europa tinham péssima educação no início do século XX, a maior parte da população nem sequer tinha acesso à educação, era caro educar, nem era a prioridade na época. Na verdade, foi justamente o crescimento econômico que impulsionou a educação, assim como a democracia, o fim da escravidão, direitos das mulheres, ou seja, grande parte das conquistas sociais, inclusive a universalização da educação, veio após o desenvolvimento econômico, portanto não foi sua causa.
Estudar a história é fundamental, muitas coisas que experimentamos hoje já foi testada em algum momento da história humana e é sempre importante relembrarmos seus resultados.
Aquela história que lhe contaram na escola que a colonização na America do Norte foi diferente da exploração que sofremos por aqui, e determinou nosso status atual, não é verdade, mentiram descaradamente, mas isto é assunto para outro artigo.
Somente após haver algum crescimento econômico que a população destes países, chamados desenvolvidos, pelo seu alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) começaram a desenvolver sua educação e com isto, claramente, tiveram seu processo de crescimento acelerado. Porém o ponto não é este, não estou eliminando a importância da educação, apenas vou demonstrar que ela não é o ponto principal do processo.
Voltemos aos primórdios do capitalismo, século XVIII, início do século XIX, mais precisamente, a Adam Smith. Engraçado que o pai do capitalismo nunca mencionou a educação como fundamental para o desenvolvimento econômico, vamos relembrar sua ideia principal:
o   a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos inclusive (e não apenas exclusivamente) pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica.
o   Adam Smith ilustrou bem seu pensamento ao afirmar "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto-interesse".
o   Acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores.
o   Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade." Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.
O que impulsiona o desenvolvimento de uma nação não é, nunca foi e nunca será a Educação. O capitalismo é movido por uma única força: O interesse egoísta, a mão invisível, que cria o bem-estar e desenvolvimento social.
A demanda da educação e a cobrança efetiva pelo seu aprimoramento, só começa, quando sua população percebe que sem ela seu “interesse egoísta” não trará mais riqueza. Portanto existe ai, outro fator fundamental que precisa ser criado.
Tenho me perguntado muito sobre as causas de países se desenvolverem e outros não e apesar da complexidade do assunto, tenho algumas conclusões diferentes de muitos estudiosos.
Bem, já sabemos a principal causa para o desenvolvimento de uma nação: o interesse egoísta de cada indivíduo de querer mais e enriquecer, de buscar o sucesso e assim desenvolver, sem querer, toda a sociedade. Mas porque em alguns países esta cultura é disseminada e em outros não.
Já discorri em alguns textos sobre estas causas e apesar de termos elementos importantes na colonização, na cultura portuguesa (cultura e não forma de colonização), no clima, nos aspectos geográficos, vou relatar agora um aspecto que nunca levei em conta antes e que nunca li a respeito: o aspecto religioso.
A religião é o principal criador de cultura numa sociedade. Reparem que praticamente todas as nações católicas tem dificuldade no seu desenvolvimento econômico (países da América Latina, hispânicos e a Itália) e isto acontece por causa da falta de incentivo destes para com o sucesso individual. Não estamos falamos do cristianismo, e sim, da visão católica deste.
Para o católico vivemos para provar algo ao divino, provar que temos condições de irmos ao seu encontro no céu e esta provação requer sacrifícios. Existem várias passagens no livro sagrado cristão que a Igreja Católica interpreta com um efeito negativo e que na verdade são a chave para o desenvolvimento capitalista. Vou destacar o sucesso e riqueza individual.
o   “ O reino do céu é dos desafortunados” ou “A porta do paraíso será dos carentes e necessitados”
A palavra sucesso e riqueza nunca foi valorizada em sociedades católicas e isto é cultura, dificilmente se muda cultura, não é um processo rápido, leva-se muito tempo para mudar um aspecto cultural e religioso e esta mudança precisa primeiramente ser identificada, quem vai falar abertamente sobre isto?
Os EUA, Inglaterra e Alemanha, tiveram seu processo cultural e religioso influenciado pelo protestantismo que prega o sucesso individual como algo fundamental em sua passagem pela terra e isto faz toda a diferença.
Nada é verdade absoluta nas relações humanas, entretanto considero o aspecto religioso como fundamental na educação assistencialista que vivemos na América Latina, até enxergo a visão católica da vida com muita semelhança ao comunismo. “todos são iguais”, “Deus lhe proverá de tudo com fé”, “ no paraíso não haverá diferenças, todos seremos iguais perante Deus”. São ideias que destroem a força criativa de cada indivíduo na sua busca pelo sucesso e o paraíso se parece muito com os ideias comunistas e assistencialistas.
Portanto o desenvolvimento da educação vem da necessidade individual de querer sucesso, de buscar enriquecer e não o contrário. Antes de melhorar a educação temos que mudar a cultura vigente que é totalmente assistencial. As pessoas só irão buscar o sucesso se este for recompensador. Estimular a riqueza empreendedora impulsionará do toda a sociedade, e isto infelizmente só é possível com menos estado e mais liberdade econômica. Por causa de nossa cultura e religião não é isto que os brasileiros e latinos querem.
AQUILO QUE O POVO QUER, NÃO É AQUILO QUE ELE PRECISA.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

As Aventuras de João



Em uma vez um marido exemplar que morava numa grande cidade, no centro do mundo, seu nome era João, sua vida era trabalhar e cuidar da família, na verdade sua vida era bem atarefada, vivia entretido com sua rotina diária de afazeres no trabalho e com sua família a noite.
João tinha uma rotina tão bem definida que não lhe sobrava tempo para mais nada, muitas vezes pensava nas viagens que queria fazer, nas aventuras inexploradas, nos desejos particulares e sonhos ainda não realizados, mas sua vida não lhe permitia, tinha muitas responsabilidades, e elas ocupavam praticamente todo o seu tempo.
Dentro deste contexto de rotinas intensas, sua vida se tornou muito racional, o cotidiano funcionava sem ele precisar pensar muito, seu inconsciente já fazia suas tarefas, muitas vezes, sem nem ele mesmo ter consciência do que estava fazendo. A rotina impôs a ele uma vida onde suas emoções foram reprimidas e quase esquecidas.
Um dia aconteceu algo que paralisou sua vida e que o abalou, estes momentos são marcos em muitas vidas, em outras são apenas passagens, mas João sentiu o baque, desta vez o abateu profundamente.
Acordou bem cedo, deu beijos nas duas filhas lindas e amorosas, e em sua esposa e partiu para o trabalho. Naquele dia nevava muito, ele morava nos arredores da cidade e diariamente tinha que perfazer um trajeto de aproximadamente 20km até o centro da cidade onde ficava, durante o trajeto seu carro derrapou e ele foi arremessado para fora da estrada abruptamente.
Até hoje ele não sabe exatamente o que aconteceu, mas no segundo seguinte ele estava sentado ao lado de uma velhinha muito abatida que em silencio aguardava algo acontecer em frente a uma porta branca. Ficaram assim durante uns bons 30 minutos, como a senhora não tirava os olhos da porta ele esperou até acontecer algo, após este tempo ele ficou intrigado com tudo que tinha acontecido e perguntou o que era aquilo tudo e o que estavam fazendo ali.
Então a senhora o olhou profundamente e disse:
- sabe eu não sei o que você está fazendo aqui ao meu lado mas me pediram para aguardar um anjo entrar pela aquela porta e me contar o que devo fazer de minha vida lá na terra, tenho muito medo de viver, tenho medo de tudo, vou a igreja diariamente e pedi a Deus em meus sonhos que me mostrasse um caminho ou me trouxesse para junto dele.
João achou aquilo tudo muito estranho, não acreditava em Deus, mas achou intrigante a história da senhora e continuou ouvindo:
- tenho uma vida na terra que não me traz mais alegrias, vivi honestamente toda a minha vida, trabalhei, criei 3 filhos, nunca trai meu marido, nunca o amei mas sempre o respeitei, minha vida foi marcada pela rotina e nunca tive tempo para mim, acho que era feliz. Mas a monotonia me deixou sem esperanças e depois de tanto tempo não queria mais viver, me sentia sozinha ao redor de pessoas que estavam mais interessadas nos seus próprios problemas. Perdi a vontade de viver.
Neste momento João sentiu uma grande semelhança em sua vida e começou a questionar e comparar com seu momento: será que ele amava mesmo sua esposa, ou teria casado por conveniência, ele gostava mesmo de seu trabalho, ou era uma fuga para esquecer seus sonhos (sabe, viver nossos sonhos demandam muita coragem e determinação, isto cansa muito). Na verdade ele não sabia quais eram seus sonhos, ele não tinha tempo para sentir o mundo a sua volta, sem isto jamais se conheceria de verdade. Vivia uma vida padrão para ser aceito, não importando o que ele realmente queria.
Sua vida racional, rotineira e padrão o fazia esquecer de viver, ocupava o tempo com isto e aos poucos fugia de si mesmo, deixava de curtir suas emoções, desejos e sonhos e assim a rotina o tornava mais um robô, autômato, que repete o comportamento geral.
João sentiu neste momento uma angustia muito grande, passou sua vida ouvindo sua razão, inibiu suas emoções como pode, então percebeu algo que o mudaria para sempre, se ele tivesse outra chance, ouviria mais seus sentimentos, pois somente através deles conseguiria desvendar seus sonhos, neste momento ouviu uma voz no além: -sem vivermos nossos sentimentos jamais poderemos nos conhecer, seja feliz ou triste, ame ou tenha raiva, alegre-se ou chore, sinta o mundo João. Esta frase o marcou muito.
Após esta reflexão João foi acordado por um policial a beira da estrada, tinha batido numa arvores e teria ficado inconsciente por 1 hora. E agora João, o que será de sua vida? Teve um sonho louco, não diria divino, mas que o colocou em conflito com a vida que levava. Terá João coragem para viver seus sonhos? Viver intensamente seus sentimentos?
João percebeu outra coisa, sua vida era cinzenta, sua rotina o afastava de si mesmo e a história que tinha escrito até aquele momento não tinha as cores que gostaria de pintar, ele queria, no fundo, lambuzar-se todo com todas as cores que pudesse, queria pintar sua vida com as emoções pois sem elas jamais se conheceria de verdade.
Seja bem-vindo João a um mundo novo, cheio de possibilidades, sem caminhos certos a seguir, mas com páginas em branco para preenchê-las da forma que quiser, coragem para viver suas emoções, elas são a porta para transformar o mundo a nossa volta.
O MUNDO É A REPRESENTAÇÃO DE NOSSAS VONTADES.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Triste do povo que precisa de um salvador

Quando analisa-se os aspectos que tornaram os países latino subdesenvolvidos percebe-se um erro histórico ao afirmar que foi decorrente ao tipo de colonização exploratória que ensinam no ensino médio. Na verdade a causa é outra, mais profunda e enraizada na cultura até os dias atuais.

Os países colonizados pelos ingleses tem nível de desenvolvimento superior nos aspectos econômicos e sociais (IDH - Indice de Desenvolvimento Humano) que os países colonizados pelos portugueses e espanhóis. E as causas remotam justamente destas sociedades nos séculos XV e XVI.

A sociedade portuguesa e espanhola do século XV caracteriza-se, sobretudo, por uma forte estratificação social. A divisão da sociedade em ordens, cujo topo era ocupado pela nobreza. A diferença de estatuto social era também uma diferença no estatuto jurídico. Os nobres gozavam então de inumeráveis prerrogativas possíveis pela sua posição no topo da hierarquia. Eram os detentores dos cargos públicos mais importantes. Relativamente aos encargos fiscais também saíam beneficiados em comparação com os restantes estratos sociais. Ou seja, era uma sociedade onde basicamente o estado induzia a economia, as relações sociais, e a ordem vigente.

Bem diferente da sociedade inglesa que a esta altura já pregava a liberdade individual como valor maior, a própria monarquia na época teve que ceder poder aos comerciante e mercadores por conta de se manter no poder, pois foi duramente atacada no século XVI e quase perdeu seu poder politico. A Inglaterra, portanto, vivia e pregava a liberdade, seja nos valores (se separou da igreja católica), seja nas relações econômicas e sociais.

Portanto esta necessidade que o Brasil e os países latinos tem de um "Salvador" é impressionante e totalmente derivada de nossos colonizadores. Em geral, os indivíduos destes países, não tem livre iniciativa, vivem por uma ajuda governamental (de algum salvador) e consequentemente não param de reclamar dele. Passam suas vidas como coitados e abandonados. Bem diferentes dos países colonizados pelos ingleses, onde o sucesso e o fracasso depende de cada um. É justamente por isto que a eleição presidencial vira uma distribuição de favores, uma propaganda inútil e desnecessária de quem dá mais.

A Inglaterra e suas colônias (EUA, Austrália, Canadá, Hong Kong que foram colonizadas, como o Brasil e não conquistadas como a África e Índia) já demostraram que o desenvolvimento social se dá pelo estimulo pessoal do sucesso. Não existe outra formula, pelo menos que tenha dado certo até hoje. Quando percebemos que nosso esforço pessoal é recompensado, com um mercado livre, poucos impostos, ou seja, num ambiente propício ao empreendedorismo, é que o desenvolvimento humano, social e econômico prospera gerando riqueza a sua volta. Nestas sociedades a escolha individual de onde gastar seu dinheiro é mais importante que dar ao estado para ele decidir.

Triste de um país onde a discussão central se dá ao aumento dos gastos públicos e de suas benesses, num apadrinhamento estatal sem controle, onde tira-se dos cidadãos, através dos impostos, para ajudar os amigos do rei ou para aqueles que o mantem lá, através do voto.

Triste de um país que clama por mais serviços públicos, por mais ajuda de um salvador. Claro que o estado deve procurar assistir aos desamparados, neste caso estamos falando de pessoas que não conseguem prover seu sustento, mesmo se quisessem. Porém não é isto que vemos nos programas sociais, nem nas propagandas políticas.

Continuamos a discutir os assuntos errados e a caminhar numa rota fadada ao fracasso, como fazemos há 500 anos e que nossos vizinhos latinos também não conseguem voltar.

Triste a situação dos países latinos e do Brasil que precisam tanto de um salvador.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Direita Ultra Conservadora

Neste artigo procuro entender melhor esta linha política e imaginar um governo com esta plataforma política. Se por um lado a direita conservadora pode ajudar a economia, pois tem um viés liberal econômico, por outro, precisamos pesar os impactos sociais de seus princípios.
Vamos a definição do que é direita política, pela wikipedia: “O significado de direita, varia entre sociedades, épocas históricas, sistemas políticos e ideologias. De acordo com o The Concise Oxford Dictionary of Politics, nas democracias liberais, a direita política se opõe ao socialismo e a democracia social. Os partidos de direita incluem conservadores, democratas-cristãos, liberais e nacionalistas,21 e os da extrema direita incluem racistas e fascistas". "O termo "conservador" denota a adesão a princípios e valores atemporais, que devem ser conservados a despeito de toda mudança histórica, quando mais não seja porque somente neles e por eles a História adquire uma forma inteligível. Por exemplo, a noção de uma ordem divina do cosmos ou a de uma natureza humana universal e permanente."
Como podemos perceber, a direita pode atingir um status de fascista quando seu ideal é levado ao extremo e vejo isto como algo muito natural no caso da direita conservadora, pois quando acreditamos muito, em algo tão forte quanto nossos valores morais conservadores e religiosos, temos a tendência de impor isto aos outros. No poder, um grupo, com este potencial explosivo, tenderia, muito, a um estado fascista.
Vamos estudar melhor o fascismo: “Hostil à democracia liberal, ao socialismo e ao comunismo, os movimentos fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo”, “O fascismo tomou emprestado teorias e terminologias do socialismo, mas aplicou-as sob o ponto de vista que o conflito entre as nações e raças fosse mais significativo, do que o conflito de classes e teve foco em acabar com as divisões de classes dentro da nação
Quais seriam então as diferenças entre um governo de esquerda e outro de direita conservadora? Os radicais de esqueça pregam seus ideais a qualquer custo, no entanto eles estão baseados, principalmente, na igualdade e não em seus valores morais. Igualdade e liberdade, no contexto de sociedade, são conceitos sociais, pois derivam das relações entre os indivíduos de uma sociedade, então são públicos. Valores morais tem sua base nas crenças individuais de cada um, portanto são privados. Quando um governo tentar se meter na vida privada de cada um, pode mexer num vespeiro enorme. A esquerda para se manter no poder também tenta alterar os direitos individuais, pois precisa controlar a população e força-la a aceitar princípios em nome de um bem maior: a igualdade, porém com o tempo, ela tende a fracassar.
Um governo de direita conservadora tenderia a impor valores privados aos seus cidadãos e isto fere em muito as liberdades conquistadas por nós ao longo da história humana, conservadores acreditam saber a "verdade" e não suportam ver outras pessoas fora dela. Estes são contra a descriminalização das drogas e do aborto, eutanásia, e também contra o casamento homossexual. Quando vivemos num estado liberal e laico o estado não influencia assuntos particulares como estes, portanto não deve criminalizá-los, quem deve decidir é o próprio individuo, nunca o estado.
Concluo que os problemas de um governo de esquerda tendem a se dissipar com o tempo, pois economicamente não se sustentam, com o passar dos anos eles caem pelo colapso de sua economia e consequente revolta popular. Por outro lado, um governo de direita conservadora iria buscar controlar os valores morais de cada cidadão, destruindo a sociedade em seu interior, ou seja, na sua vida privada, tirando-lhe a liberdade de decidir suas crenças, valores e ideais. Já imaginou uma nação onde teríamos que obedecer uma única moral? Não consigo prever nada pior que isto.
Outro ponto é que para o governo conseguir interferir nos valores morais de uma nação, ele precisará recorrer a métodos já testados e que também não duram muito tempo que é com limitação da liberdade individual, assim como no comunismo.
Então, deixo a discussão em aberto sobre novas formas de organização política que poderiam funcionar e também sugestões outras ainda não testadas.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Crenças: não podemos viver sem elas

Depois de uma longa ausência no blog e aproveitando a semana de comemoração da psicologia, não poderia perder a oportunidade de cutucar novamente os profissionais da área. Meu artigo neste mês será sobre o novo livro do psicólogo Michael Shermer chamado em português “Cérebro e Crença”. Já falamos muito por aqui sobre a necessidade humana de explicar as coisas por crenças, a imaginação parece fazer parte da nossa capacidade de processar as informações do mundo externo e de compreendê-lo. Este grande psicólogo procura mostrar que tudo não passa de um processo natural da espécie, o de viver no pensamento mágico totalmente fora da realidade.
Nossa dita inteligência, na verdade, nada mais é que uma espécie de máquina de reconhecimento de padrões naturais, estes padrões, às vezes são até reais, mas, em sua maioria, são fruto da imaginação. Porque isto acontece? Tudo na vida tem uma função para existir, pela teoria da Seleção Natural, tudo que fica, seja comportamento ou diferenças físicas ficam porque ajudaram em algum momento estes indivíduos na sua adaptação ao meio, então se temos como padrão a criatividade de imaginar as coisas, esta deveria ter uma função para a espécie, não é? Qual seria?
De acordo com Shermer este padrão, há milhares de anos atrás, ajudou o homem a se proteger de ameaças, ao ouvir um barulho vindo da mata o homem poderia supor que seria um predador e seria melhor se prevenir “imaginando” o perigo que ser morto depois. Imaginar o perigo e fugir garantiu a sobrevivência. Começou assim a capacidade humana de não conseguir adequadamente distinguir a ficção da realidade. Portanto a convicção que o pensamento mágico e ilusório é o que basta para compreender o universo gera uma sensação de prazer. Ficamos felizes em imaginar seres místicos, sejam Deuses ou extraterrestres, que cuidam de nós. Em geral somos muito solitários e inseguros em relação a vida.
Brilhantemente os psicólogos modernos pararam de viajar em matéria de coisas sobrenaturais e explicações fora do campo científico, ou seja, sem comprovação científica (coloco muito dos estudos de Freud aqui) e passaram a estudar mais o cérebro humano, com a neurociência. Hoje já é possível provar a sensação de prazer quando se ativa as partes ligadas a imaginação, isto alivia os momentos de tensão quando enfrentamos estresse elevado, como nos casos de morte de parentes ou quando ficamos mais velho e próximos do fim.  Somos mais abertos a religiões quando envelhecemos ou quando somos jovens, o apelo a Deus explica melhor a confrontação com a tragédia (morte em filosofia).
Shermer afirma que a religião empobrece o homem pois não há debates ou conhecimento em acreditar em algo que não se pode provar. Para ele a ciência alimenta o ceticismo e a busca para encontrar a verdade, com isto favorece o progresso humano. A ciência é democrática, qualquer um pode estudá-la. Cientistas estão sempre abertos à possibilidade de estarem errados, ao contrário da religião. A crendice é intolerante e ditadora, fixa uma verdade e não abre espaço para perguntas. Se continuássemos apenas nas crença é provável que ainda estivéssemos nas florestas.
Crer não é de todo mal, a crença, na verdade, move a ciência. Qualquer experimento nasce da premissa de que seja verdade, como ainda não foi provado, não passa de uma crendice. Mas a crença das verdades absolutas, como a religião, não fazem bem ao homem e são as grandes responsáveis pelas guerras e massacres durante a história humana.
Os países menos religiosos do mundo atualmente, são justamente os mais tranquilos e seguros para se viver. Os países do norte europeu tem apenas um quarto da população que acredita em Deuses ou seguem alguma religião, com isto tem índices de criminalidade, suicídios e de doenças sexualmente transmissíveis bem inferiores a outros países como Brasil e EUA. Levantamos assim outra questão, os defensores das religiões alegam que a crença controla os conflitos sociais, no entanto, se isto é verdade porque os estados teocráticos são mais suscetíveis a criminalidade e as guerras?
Muitos me perguntam porque tento combater as religiões. Na verdade acredito que esta crença faz mal ao homem e é perigosa. Acreditar na medicina alternativa é um exemplo, se os remédios homeopáticos são eficientes porque não passam nos testes de placebo? Na verdade podem sim fazer muito mal ao organismo já que não passam nos testes laboratoriais e no rigor das agencias reguladoras. Esta metáfora serve para demonstrar o perigo de se acreditar em qualquer coisa.
Quem tem que provar se Deus existe são os religiosos, já que afirmam que existe. O fato de não se provar que Deuses não existem não é motivo para acreditarmos neles. Não há diferença em acreditar em Deus, ou em Duendes, ou em fadas madrinhas, nenhum destes pode ser provado. Se realmente existe um Deus e este nos deu a capacidade para duvidá-lo então devemos fazer isto o tempo todo, ele com certeza não deixou nenhum caminho a seguir na terra, cada um de nós deve escolhê-lo.
Prefiro viver com minhas escolhas que com as dos outros, como fazem os religiosos. Façam a sua, mas, ao menos, utilizem a maior capacidade humana: a de buscar a verdade das coisas ou seja, a curiosidade.