quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ilusão Necessária


Como tema inesgotável que é, o amor reaparece aqui sob outro olhar e, diante de novas argumentações e reflexões, permito-me contradizer minhas próprias afirmações em outra publicação.
Identificamos como elemento diferenciador entre o amor e a paixão a idealização do ser amado originada através da deturpação dos sentidos provocada pela paixão, sendo esta ilusão a principal implicada no caráter conhecidamente efêmero da paixão. O amor, então, é tido como um sentimento mais duradouro por ter suas fundações bem estabelecidas no conhecimento aprofundado do outro, certo? Errado.
É certo que o amor nos permite enxergar além da paixão mas todo relacionamento é baseado em idealizações e decepções. Como Nietzsche constatou e não há como negar: idealizar é um vício humano. A duração do sentimento ou do relacionamento vai depender da capacidade dos indivíduos resgatarem os ideais criados no início para amenizar os efeitos das decepções inevitáveis ao convívio.
Somos seres mutáveis, em cada etapa da vida encontramos características que não reconhecíamos em nós mesmos há tempos atrás. Como os sentimentos podem ser conservados intactos ao longo dos anos? Simplesmente impossível. Nossos sentimentos mudam conosco, amadurecem (ou não). Assim sendo, como é possível manter um bom relacionamento amoroso por anos? Através da memória afetiva que nos permite revisitar o sentimento original e as idealizações construídas inicialmente. Além da capacidade de adaptação do casal às novas demandas individuais em cada fase, obviamente.
Não pretendo aqui desacreditar o amor, apenas valorizar a marginalizada ilusão, pois, para aqueles que desejam um longo e bom relacionamento a dois, este ingrediente torna-se indispensável. Segundo Freud, a ilusão pode ser um elemento de alienação ou de estruturação nos relacionamentos amorosos. Fiquemos com a segunda opção.
O amor proposto por Nietzsche, despido de qualquer idealismo romântico, natural, cru e cruel, elimina qualquer possibilidade de felicidade proveniente do relacionamento amoroso, assim fadado ao trágico. Contudo, o próprio Nietzsche coloca, em uma de suas conhecidas frases, um pouco de equilíbrio entre razão e emoção ao referir-se ao amor: “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.”
Somos seres racionais mas não apenas isto, somos também seres emocionais. Utilizemos a racionalidade ao máximo, inclusive para decidirmos o momento de silenciá-la dando vazão à ilusão necessária.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Para que discutir ideias?

Discutir ideias é chato mesmo, engraçado como vivemos numa era sem identidade, aliás, com uma identidade bem esquisita. Parece que todos estamos num cruzeiro de diversão total, droga, sexo e axé, para que sair deste navio? Ninguém mais tem saco para aprender, parece que ler, estudar, desenvolver ideias e argumentos são coisas sem sentido no mundo de diversão total em que vivemos. A ilusão é mais prazerosa, para que ficar discutindo o sexo dos anjos, vamos viver tudo que a vida pode proporcionar. Melhor fecharmos os olhos e nos embriagarmos de prazer.
Uma vez li um ditado que dizia:
“Pessoas fúteis falam sobre pessoas
Pessoas normais falam sobre coisas
Pessoas inteligentes falam sobre ideias”
Porém quem tem paciência para discutir sobre ideias? O mundo está impaciente, vejo até um lado positivo nisto, nos esquecemos do paraíso e estamos vivendo o presente, o paraíso é agora, frase com a cara de Nietzsche.  Mas espera, vamos colocar um ponto ai.
Viver por viver, não é viver uma escolhida por você. Viver sem analisar o mundo a nossa volta é viver uma vida imposta, uma vida cultural lhe presenteada pela moral social na qual estamos inseridos, é viver totalmente na ilusão da vontade coletiva. Representação do mundo da vontade coletiva cultural e não individual, não foi desenvolvida por você. Estamos apenas surfando nela.
Outro problema da ilusão coletiva é que esta felicidade é proporcionada pelo ambiente externo, já discutimos isto aqui anteriormente, mas volto a deixar algumas perguntas no ar: será que a felicidade mais importante é aquela que parte de dentro de nós ou do mundo exterior? Estamos realmente felizes que o que nos tornamos? Alguém ainda se faz esta pergunta?
É bem mais fácil viver assim, não acham? Não precisamos argumentar nada, discutir coisas abstratas e nem questionar em porque as pessoas e o mundo são como são. Ainda mais que quando fazemos isto estamos sendo chatos, não é? Quem gosta daquele cara que tá sempre analisando tudo e apontando os rumos errados que tomamos. Que cara chato.
Como gosto demais de debater ideias, sou o cara mais chato de mundo, engraçado como a cada dia me acho mais chato mesmo, a sociedade está me convencendo a ser mais um na orgia de prazer que vivemos. O pior é que Schopenhauer, Nietzsche e John Gray concordariam com todos e já os vejo dizendo: Carlos é chato para caramba, kkkkkkkk.
Acho que nem 8 nem 80, a vida deve ser vivida pelo momentos e eles são criados culturalmente pela moral vigente, então não podemos ir contra isto. Mas sempre que possível deveríamos avaliar o rumo que estamos tomando, muitas vezes não é o rumo escolhido por nós, e nem a meta que trará alguma felicidade duradoura. Continuo afirmando que a felicidade deve vir de dentro e não de algo prazeroso vindo de fora do “Ser”, haja filosofia:
Ninguém no mundo nos fará mais felizes que nós mesmos
Bem, já fui chato demais, vamos tomar uma cambada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arthur Schopenhauer – O mundo como Vontade e como Representação – Introdução


Primeiramente preciso pedir desculpas pela longa ausência, não foi por falta de inspiração e sim, devido aos estudos de fim de semestre.
Para não perder o tema recorrente desta epoca do ano segue o link do artigo publicado em 2009: Feliz Ano Velho - http://ligadavirtude.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-velho.html

Introdução

Comecei a leitura de um livro intrigante, cheio de mistérios e que não se assemelha a uma obra filosófica clássica, pois não invoca a razão para explicar o comportamento humano e nem tira dela a solução para seus problemas. Na verdade o livro é bem o oposto disto, ele procura confrontar o homem a sua tragédia de forma bem simples de compreender e tirando da razão sua causa ou solução.
Nietzsche foi um discípulo de Arthur, suas ideias são a demonstração da continuação e influencia dos argumentos contidos nesta obra. Dizem que quando Nietzsche comprou este livro teve sua vida mudada para sempre, que o livro tinha sido escrito para ele e sua confiança naquela forma de pensamento completa.
Hoje quando analisamos as duas obras, percebemos que Nietzsche fugiu um pouco do pensamento de Arthur e que criou uma forma do homem fugir de sua tragédia (morte), criando o Super-homem. Para muitos este foi o grande equivoco de sua obra. Temos bastantes textos de Nietzsche no blog para os mais curiosos, com isto, vamos voltar para Schopenhauer.
Antes de desbravar o livro devemos introduzir o leitor aos pensamentos do autor, desta forma vale informar que Schopenhauer foi um critico ferrenho a razão de Kant, para ele a razão não mais define o homem como substancia pensante e desta forma desmascara-se o nosso narcisismo racional. Não adianta tentar explicar e superar a existência humana pela razão, pois não há razão no final, o custo de tudo é somente um, o fim não compensa os esforços, a bancarrota é certa, a morte inevitável.
“Toda a vida é sofrimento”. A existência humana é baseada na velocidade que satisfazemos nossos desejos e eles não terminam nunca, a angústia desta busca causa sofrimento e tédio ao homem.
Como já havíamos estudado em Nietzsche, o querer é mais importante que o ser, agora percebe-se que esta ideia era de Arthur e que a vontade cria os desejos e própria necessidade de viver. No entanto o otimismo não é mesmo um predicado do autor, a existência do ser humano é essencialmente sofredora, seu único balsamo de felicidade somente pode ser encontrada na estética da natureza e na arte.
Um importante ponto que se deve notar no transcorrer dos argumentos do autor é sua desmitificação da razão. A razão não precede a existência das coisas como também não pode explica-las, por uma simples razão: o mundo é apenas uma representação da vontade do sujeito. Nossa interpretação do mundo é feita pelos sentidos e com isto nossa razão jamais será capaz de conter qualquer verdade.
O autor começa sua obra, em seu primeiro livro, O Mundo como Representação, expondo literalmente a ideia contida nela: “... Verdade alguma é, portanto mais certa, mais independente de todas as outras e menos necessitada de uma prova do que esta: o que existe para o conhecimento, portanto o mundo inteiro, é tão somente objeto em relação ao sujeito, intuição de quem intui, numa palavra, representação.”
Portanto leitor prepare-se para esta nova explicação do mundo, aquela na qual a vontade cria o ser e o mundo torna-se elemento desta vontade.
... continua nas próximas publicações.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Educação como um mal a individualidade humana

Devemos sempre ter uma posição critica sobre as coisas que ouvimos e que nos são transmitidas pela sociedade, pelos amigos e familiares e pela mídia em geral, ou seja, por algo externo a nós. Somos aquilo que percebemos do mundo, portanto grande parte do nosso “eu” nos é transferido pela nossa cultura. Precisamos ter nossa visão crítica das coisas que vem de fora a nossa consciência para que, ai sim, tenhamos um visão individual, se possível, dos diversos assuntos e questões que vivenciamos. Este é a principal proposito do blog.
Para isto proponho, agora, criticar e debater algo que ninguém questiona: a educação. Vamos analisar os aspectos que podem transformar esta palavra tão benigna em maligna, dependendo do ponto de vista. Este processo de analise mais profunda das coisas e das ideias chamamos de filosofia, e, portanto, neste caso, iremos avaliar a Filosofia da Educação.
O que é educar? Vamos à definição descrita na Wikipédia: “É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes”.
A Educação é a palavra mais utilizada atualmente para descrever o progresso humano e sua aplicabilidade é a principal causa de desenvolvimento econômico e social em qualquer parte do globo que a busque e que tenha sucesso em sua disseminação na sociedade. Não se pode excluir sua efetividade na produção de riqueza de uma comunidade, nação e sociedade. Isto acontece porque quando educamos a população, incluímos estes nos meios produtivos e transformamos aquele cidadão em alguém capaz de produzir e consumir riqueza.
Dito isto como podemos atacar a educação e ainda, de acordo com o proposto na introdução, enxergar algo de maligno nela.
Educar é socializar, é manter e perpetuar os modos culturais vigentes, é transformar o indivíduo em alguém ajustado à determinada sociedade. Quando o sistema educa alguém ele transforma o “eu”, o interior, a consciência e o inconsciente de cada cidadão, injetando-o cultura e moldando a forma e a maneira que enxergar-se o mundo. Educar é moldar culturalmente.
Quando educamos os índios, destruímos sua cultura, transformamos aqueles indivíduos em pessoas capazes de viver socialmente conosco, assim moldamos eles a nossa cultura e os dominamos na sua formar de pensar. Pensamos de acordo com a linguagem adquirida em nosso processo educacional, processamos as informações da maneira como fomos educados. Temos diversos exemplos, a forma de pensar numa sociedade asiática não é a mesma forma de uma mulçumana, e bem diferente dos países colonizados pela religião cristã.
O ponto fundamental nesta discussão é a perda da individualidade quando educamos em massa determinado grupo ou nação. Ganhamos em produção de riqueza nas perdemos a genialidade individual, a criatividade e a produção de ideias. Onde estão as teorias brilhantes produzidas no iluminismo? Onde estão os maravilhosos filósofos do século XIX? Criamos uma sociedade de iguais, de meros produtos de consumo, a preocupação de todos os governos mundiais é apenas nos transformar em máquinas de riqueza. Onde ficou a busca da individualidade humana? Onde ficou a busca da felicidade das pessoas?
Já discutirmos anteriormente aqui no blog sobre os aspectos da felicidade humana e num destes textos afirmamos que as sociedades antigas tinham maior grau de vida ociosa e portanto as pessoas tinham mais tempo para a convivência social e individual. O trabalho em excesso, nos afasta de nós mesmo. Enquanto nossos antepassados só trabalhavam quando tinham fome, hoje passamos a maior parte de nossas vidas trabalhando para acumular coisas que não precisamos, bens desnecessários que tornam-se imprescindíveis após determinada obra de marketing. Mas este não é o ponto deste texto, voltemos a ele.
Educar é moldar o pensamento individual em pensamento coletivo, é nos afastar de nós mesmos. Não estudamos o que queremos, somos obrigados a seguir determinado conteúdo, em geral, matérias especificas de domínio cultural e religioso também. O aspecto religioso não pode ser desprezado. A religião nos molda assim como a educação, pensamos todos de mesma forma, nos tornamos peças de fácil manipulação cultural. Nosso processo educacional é totalmente controlado pelo estado e dependendo de sua ideologia, balançamos de um lado para o outro como marionetes. Não escolhemos o que estudamos, recebemos um pacote completo e pior, feito para nos moldar ao sistema vigente. Não somos mais seres pensantes, somos máquinas programadas para produzir riqueza.
Realmente não sei qual o caminho a seguir, acho que as ciências exatas tem um grau baixíssimo de dominação, enquanto nas ciências humanas este índice é altíssimo. Devemos é observar a forma como somos educados e evangelizados, pois não podemos perder nossa individualidade. A humanidade sempre mostrou alto grau de criatividade e perspicácia quando foi exigida. Enxergo hoje um mundo apático e de um só rumo, não existem ideias divergentes, nos acomodamos na busca pelo ter e nos esquecemos de quem somos.
Temos que transformar nosso processo educacional, precisamos desenvolver a massa critica dos seres humanos e não permitir que nos transformem em meras máquinas de produção.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bolsa Acomodação

Estudos epidemiológicos confirmam o que, há tempos, a mera observação já constatava: quanto menores as condições socioeconômicas das famílias brasileiras, maior o número de filhos. E o que o governo brasileiro faz para melhorar esta situação? Cria o Bolsa Família!! Um valor quase simbólico que é repassado às famílias de baixa renda, multiplicado pelo número de filhos, sendo que o número máximo era de 3 filhos por família para recebimento da bolsa. Deveria ser para não estimular o nascimento de mais filhos, contudo, desde setembro deste ano, o número de filhos beneficiados foi ampliado para 5 e como se não bastasse, a partir de novembro, gestantes de comprovada baixa renda, receberão um auxílio gestante durante os nove meses de gestação  e, após o nascimento da criança, receberão o auxílio nutriz até o sexto mês de vida do bebê. Um absurdo!!
Sei que quem passa fome precisa de uma medida emergencial, mas quem passa fome não deveria estar “fazendo filhos”, muito menos cinco filhos. Não consigo enxergar essa política assistencialista brasileira de outra forma que não um grande incentivo à acomodação, além de um grande estímulo ao crescimento da população de baixa renda no país. Afinal, que futuro terão estas crianças criadas com 32 reais por mês da barriga da mãe até os quinze anos de idade? Estudando, ou melhor, frequentando  escolas públicas indiscutivelmente incapazes de formar cidadãos capazes de enxergar além das fronteiras da pobreza e da ignorância.
Alguns podem pensar em redistribuição de renda, eu penso que é mera politicagem. Bolsa qualquer coisa gera popularidade, ganha o voto das massas e mantém esses eleitores na condição de marionetes. Por que não estimular o controle de natalidade? Por que não garantir vantagens às famílias de baixa renda com menos filhos, como na China? Provavelmente porque distribuir camisinhas e pílulas anticoncepcionais não agrade a todos, principalmente os mais religiosos. Conscientizar as pessoas não ganha votos, distribuir esmola sim (a quantia de 32 reais não pode receber outra denominação que não esta).
Sabemos que há muitas vagas de emprego no Brasil não preenchidas por falta de mão-de-obra. Por que não investir em qualificação, em educação e na geração de uma massa trabalhadora qualificada e melhor remunerada? Deveríamos lutar para formar, sim, uma massa que não se contente com esmolas e não se realize em eleger políticos analfabetos nos quais se sinta espelhada e representada. Não à bolsa acomodação!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A ingenuidade das mentes universitárias brasileiras

Ser esquerda sempre foi “Cult” no Brasil, parece que é politicamente correto ser comunista, socialista e falar mal dos liberais. A esquerda sempre analisa os problemas propondo uma “causa”, um movimento, onde sempre existem culpados e vítimas. No caso, os culpados são os capitalistas e os liberais e a vítima é sempre o pobre ou a própria esquerda. A esquerda adora o culto da vitima, e pobre é sempre vitima, para toda forma de sucesso haverá sempre um fracassado, dizem eles.
A tradição esquerdista começou no século XIX com Karl Marx, sempre ele, sua base de pensamento é julgar toda forma de sucesso humano a partir do fracasso dos outros e propor um plano de salvação para os mais fracos ou perdedores. Dá até para entender no porque esta ideologia sempre foi bem recebida nas universidades, principalmente públicas, estes precisam propor algo diferente para explicar a condição humana (na verdade não querem enxergar o óbvio). No caso dos estudantes, eles estão começando suas vidas profissionais, nada mais normal que acharem-se os fracos do sistema. Querer ir ao encontro da ordem vigente e abraçar uma utopia também são tentadores a qualquer jovem estudante.
O problema da ideologia de esquerda é que utopias nunca são fáceis de serem implementadas. Em busca de um ideal espera-se corrigir e salvar toda a humanidade do caos, sem se preocupar em porque as coisas são como são. A realidade vira pessimismo e os otimistas sempre vencem. Os meios não importam para alcançar um bem maior. Até mesmo assassinatos, mortes e controle da liberdade individual valem para impor a utopia desejada e salvar a espécie humana.
Outro ponto importante é a ideia que para um vencer outro precisa perder. Marx foi muito ingênuo para propôs isto, talvez por não ter vivenciado os anos dourados do capitalismo. Esta tradição de soma zero é o principal refrão dos socialistas, quem vence ou obtém sucesso na vida é culpado, porque deixou outros pobres pelo caminho. Agora podemos entender e esclarecer a politica internacional antiamericana do PT. Grande erro, praticamente todos os países desenvolvidos presenciaram um aumento de suas rendas per capita propondo liberdade individual e de mercado, incentivando justamente o sucesso de cada um, cresceram e se tornaram exemplos atualmente de qualidade de vida e distribuição de renda. Enquanto os países socialistas amargaram piora em praticamente todos os índices de desenvolvimento econômico e humano e todos praticamente quebraram após a derrubada da URSS.
Estudantes querem destruir as coisas, a ordem vigente, o capitalismo, o governo, as ruas, muito bonito isto, esta fase faz parte de um momento único em nossas vidas, aquela rebeldia inconsequente de querer mudar tudo, mesmo sem saber o que por no lugar. Quando analisamos o mundo em que vivemos e percebemos no que o homem se transformou, tendemos mesmo para o pensamento de esquerda, pois precisamos encontrar outro meio para viver, odiamos no que nos transformamos e começamos a imaginar e criar alternativas. Assim a utopia toma lugar e nos entorpece de esperança. Todavia basta uma analise mais profunda da realidade para perceber que o homem é isto ai, não somos maravilhosos como pensamos quando criamos as utopias, por isto elas se perdem na história humana e acabam se transformando em tragédias enormes.
Difícil encarar a condição humana, somos o que somos e aceitar isto é muito mais prazeroso e otimista que a utopia da esperança destemida.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

As vantagens do pessimismo

Este assunto é apenas o início de muitos outros sobre Arthur Schopenhauer – Filósofo considerado pessimista (próxima leitura) e Roger Scruton – Filósofo contemporâneo e que foi base de leitura para este artigo. Ambos encaram a realidade de forma fria e racional, expondo as fraquezas humanas e suas limitações.
O otimismo faz mal ao homem, não o otimismo virtuoso e esperançoso, falo do otimismo mal-intencionado, do otimismo utópico. O ser humano tem uma necessidade exagerada de buscar um sentido a sua vida, por isto é receptivo a ideia de transformação utópica da sociedade, aquela que pretende transformar o mundo radicalmente por uma utopia cega e ingênua.
Os otimistas sociais são os responsáveis pelas maiores catástrofes sociais da história humana. Estes, movidos por uma ideia utópica e inescrupulosa de uma transformação radical da estrutura social, terminaram por promover um totalitarismo sanguinário e cruel. Temos neste exemplo o comunismo, o fascismo e o nazismo. Líderes como Lenin, Hitler e Mao foram responsáveis pelos maiores massacres e assassinatos em massa da história.
A ideia de que existe um ideal de salvação para o homem cria pensadores, em geral de esquerda, pois sempre trazem uma ideia de controle estatal desproporcional, totalmente desfocados da realidade humana e maqueiam de ilusão utópica seguidores em prol de um totalitarismo otimista que jamais será alcançado ou mesmo necessário.
Vários autores brilhantes, muitos já revisados aqui neste blog, foram discriminados por serem considerados pessimistas, pois não viam futuro à espécie humana, entre eles temos Schopenhauer, John Gray, Nietzsche, entre outros. Para estes o homem é um animal fadado a sua tragédia (morte) e vive buscando um jeito de fugir da mesma, com isto se ilude achando que existe um progresso de fato na humanidade.
A utopia é um alívio a difícil tarefa de viver. Viver é perceber todos os dias que a realidade é devastadora, neste ponto as utopias enriquecem o homem de falsa esperança. Podemos dizer que a utopia é um vício, que afasta o homem do questionamento racional da realidade. Em geral a utopia foca apenas no objetivo, não estabelece como deveríamos caminhar até lá. Lembrei agora do velho discurso das esquerdas brasileira e em como mudaram quando chegaram ao poder. O homem não é bondoso e dócil por natureza, à civilidade enverniza-o, infelizmente quando esta camada fina de verniz é arranhada, o animal vai mostrar sua cara.
Os comunistas de plantão não tem consciência do mal que Karl Marx fez a humanidade com sua utopia socialista. O homem não pode viver em igualdade com o próximo porque simplesmente não pode ser domesticado como outros animais. Somos diferentes e queremos expor estas diferenças, com isto crescemos e desenvolvemos nossas habilidades ao máximo. Para o comunismo funcionar, ditadores e totalitaristas estabeleceram um controle rigoroso sobre a propriedade e a vida privada dos indivíduos. Ora que grande absurdo. Nenhum ser humano pode viver eternamente sem liberdade, simplesmente porque NÃO EXISTE FELICIDADE SEM LIBERDADE.
Chega de otimismo mal-intencionado, a realidade pode ser dura, entretanto é o mais próximo da verdade que podemos experimentar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que é ser Empreendedor?

Esta semana resolvi publicar na integra o texto que entreguei ao meu professor de Empreendedorismo. Podem perceber que a crítica faz parte de minha vida que não fica restrita a Psicologia (vide texto anterior do blog). Será que serei reprovado?

O que é ser Empreendedor?
O que é ser empreendedor? Bem, de acordo com o texto lido na aula anterior, ser empreendedor é: criar novos produtos, inovar, ter rede de contatos, comprometimento, planejamento, ligar-se ao mundo, ser corajoso, ter garra, perseverança, ousadia, inquieto, criativo, buscar os objetivos, criar oportunidades, entregar-se de corpo e alma e etc. etc. etc. Ora, alguém conhece um ser humano na face da terra com todos estes atributos? Parece-me com aquele conceito de Super-Homem de Nietzsche, haja utopia.
Gostaria, como sempre, de começar meu artigo destruindo conceitos, então, quem disse que podemos determinar o sucesso ou o fracasso de alguém, de um empreendimento, ou de qualquer coisa? Desculpe, mas não existe lógica nesta matéria, não existe formula mágica, o sucesso não pode ser determinado, todas as histórias de empreendedores que venceram têm inúmeros exemplos de acasos e desvios na trajetória, isto simplesmente não é ciência. Até temos um objeto de estudo: o empreendedor de sucesso, mas não temos um método seguro, pois não há.
O capitalismo neste sentido é muito parecido com a natureza, ele é totalmente aleatório e não indica um caminho seguro a seguir. Sucesso e fracasso decorrem de um numero muito grande de variáveis para serem estudados. Igualzinho a tudo a nossa volta, as caraterísticas que fazem um ser vivo vencer no caos que é a natureza é totalmente imprevisível, é determinado por mutações genéticas. Mesmo podemos dizer do capitalismo, todos os grandes empreendedores de sucesso, digo no mundo, não tinham noção de como seus sonhos se transformariam depois. Seus negócios mudaram totalmente de rumo, pois não há um rumo certo a seguir.
Gostaria de me ater numa das qualidades descrita anteriormente: Planejamento. Esta palavra é bastante utilizada no meio administrativo e dizem que empreender é saber planejar. Então pergunto: como pode-se inovar e planejar ao mesmo tempo. Planejar significa seguir um caminho pré-determinado, todavia nada no mundo, nem na própria natureza, percorre um caminho que possa ser planejado. Casos de sucesso decorrem de caminhos tortuosos e que não tinham pré-conceitos, pré-planejamento ou quaisquer outros “pré’s” que queiram colocar. Alias muitos empreendedores que conseguiram crescer, quebraram logo depois quando tiveram que contratar administradores para planejar. Restringiram assim suas ideias e sua capacidade de criar algo novo. Planejar significa seguir um caminho, no entanto no mundo atual não existe mais “caminhos seguros”, tudo muda o tempo todo, não temos mais tempo para planejar, precisamos cortar esta etapa e inovar sempre.
Depois de destruir muitos conceitos vamos tentar extrair algo disto tudo. Terminei o parágrafo anterior com uma palavra chave: INOVAR. Não vejo outro caminho, inovar é arriscar sempre e é importante ressaltar: com grande possibilidade de fracassar. Não vejo muitas empresas de sucesso que sobreviveram muitos anos no mundo que se aproxima, empreendedores vão vencer e perder com muita velocidade, assim como acontece num mundo selvagem, o capitalismo é assim e as revoluções: tecnológica e da comunicação que estamos vivendo trazem tudo para ontem, sem atenção morremos e ninguém e nada vivo pode estar atento o tempo todo.
Esta ideia não é pessimista, vejo bastante oportunidades nela. Significa que os vencedores de ontem não serão os vencedores de amanhã, todos teremos oportunidades de obter sucesso em nossas vidas, a revolução tecnologia propicia isto. Ideias novas surgirão o tempo todo destruindo paradigmas antigos e criando outros. Ideias valem dinheiro, mercadorias são produtos das ideias, mera commodity. Sucesso e fracasso serão cada vez mais comuns.
Bem vindo ao mundo de incertezas e de inúmeras oportunidades.

domingo, 7 de agosto de 2011

O instinto não manda mais!

Por muito tempo, e ainda hoje para muitos, a maternidade foi vista como destino natural das mulheres, o objetivo maior de suas existências e o principal projeto de vida pós-casamento, preferencialmente. Com o surgimento da idéia de instinto maternal as mulheres tornaram-se ainda mais prisioneiras do desejo de serem mães, já que este seria algo natural ao sexo feminino. Será? Será que toda mulher nasce para ser mãe e aquela que não manifesta este “instinto” é anormal? Uma aberração?
Estudos epidemiológicos recentes realizados em diferentes países têm mostrado um decréscimo da paridade entre mulheres com maior escolaridade. Há uma redução do número de filhos acompanhado do adiamento da maternidade para depois dos 35 anos em média, além do aumento do número de mulheres que decidem simplesmente não ter filhos. Na verdade, essa decisão nada tem de simples, pois existem as pressões sociais, familiares e o preconceito sobre estas mulheres.
O papel social feminino mudou muito nas últimas décadas, atualmente elas ocupam altos cargos, qualificam-se cada vez mais e batalham por suas carreiras em pé de igualdade com os homens. Com isto, as mulheres se vêem hoje, muitas vezes, obrigadas a escolher entre a maternidade e o investimento na carreira, já que o período biológico ideal para a reprodução é exatamente aquele período em as mulheres estão galgando crescimento e estabilidade profissional, por volta dos 20 anos de idade. A partir dos 30 anos, os riscos de má formação fetal e complicações na gestação aumentam consideravelmente, e mesmo assim, é cada vez maior o número de mulheres que são mães pela primeira por volta dos 30 anos, inclusive no Brasil, como mostrou um levantamento apresentado pela mídia recentemente.
O ser humano é um ser social, influenciado por tantas variáveis (biológicas, sociais, culturais) que se torna difícil saber qual predomina em suas condutas. Estudiosos da maternidade questionam a real existência deste “instinto maternal”. Alguns consideram que este não passa de uma imposição histórica da sociedade sobre as mulheres e o aumento do número de mulheres que escolhem não ter filhos apenas reflete a liberdade de escolha conquistada por elas. Se no passado uma mulher não se permitia questionar o desejo de ser mãe, hoje elas não só refletem como decidem direcionar suas vidas para outros objetivos.
Como já discutido aqui no blog, as mudanças de comportamento das mulheres ocasionam conseqüentes mudanças no comportamento masculino e nas relações homem-mulher. Um estudo realizado pela UFRJ, em 2007, sobre maternidade, constatou que, muitas vezes, a escolha da mulher é apoiada pelo marido na hora de decidir por não ter filhos. Em geral, são casais que optam pela dedicação às carreiras e escolhem a liberdade de poder dispor do tempo livre a dois, em viagens e outras atividades de preferência ao casal.
Enfim, mesmo que o “instinto maternal” exista ou tenha existido um dia, hoje ele não dita as regras. Outras variáveis nos influenciam e outros desejos direcionam nossas escolhas. Devemos tirar essa “obrigação” de ser mãe dos ombros. Temos o direito de escolha e não há nada de errado ou aterrador em não desejar ser mãe. Somos fruto do meio em que vivemos e a liberdade de escolha não nos pode ser negada. Maternidade exige responsabilidade e exatamente por isso deve ser uma escolha, não obrigação.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Mito da Psicologia

Isto mesmo, para aqueles que acham que já ouviram todas as loucuras do mundo neste blog, prepare-se, esta vai surpreender você e seu terapeuta de plantão. Meus amigos psicólogos me perdoem, juro que não é pessoal. Neste blog já fiz criticas a diversas áreas do conhecimento, como jornalismo, direito, administração, e etc. Adoro destruir conceitos, não ataquem o autor em primeiro lugar, analisem o texto pelo seu conteúdo e seus argumentos. Outra coisa, este é um texto dissertativo, não é científico, portanto opiniões estão sendo expostas, nada provadas ou com intenção de serem conclusivas. Leiam como se fosse uma outra opinião sobre um assunto polêmico, apenas isto. O texto tentar provar uma ideia central, não se apeguem as coisas específicas ou argumentos equivocados, foquem na ideia central.

A ciência chamada Psicologia é um mito, ela parte de princípios errados e equivocados, nada científicos, na verdade utiliza-se o censo comum para explicar a maior parte dos eventos estudados. “Problemas psicológicos” não existem na vida real, são pura ilusão. Em primeiro lugar vamos definir a palavra “Problema” neste texto, que seriam as características de personalidade individual que em determinados períodos de nossas vidas tornam-se incômodo para você ou para aqueles que convivem com você, ou seja, são traços psicológicos de seu “eu” que se diferencia dos demais e por algum motivo cultural torna-se um SOFRIMENTO na sua convivência social. O sofrimento somente existe porque criamos os "problemas". Os seres humanos não têm problemas mentais, pelo menos para 95% deles, os realmente loucos tem problemas físicos e, portanto não precisam de psicólogos e sim psiquiatras. Os loucos equilibrados, ou seja, nós (bem que às vezes me acho um louco de verdade mesmo, kkk), vamos frequentemente a sessões de terapia achando que estamos resolvendo todos os nossos problemas, grande erro. Podemos, também, ir a sessões de terapia para nos conhecer, diminuir a ansiedade ou desabafar, todavia acho que tem outros métodos mais eficientes, vejamos mais abaixo.
Neste texto, quando me referir a problemas mentais, não estarei falando de pessoas com problemas físicos, ok? E sim dos loucos equilibrados, ou seja, a maioria. São problemas apenas aqueles referentes a sua personalidade, consolidados no seu “eu” e portanto não causados por problemas físicos temporários. Se isto for possível.
Os seres humanos não têm problemas mentais a resolver, de onde tiraram isto? Convenceram-te a aceitar esta máxima. Freud é o culpado, ele inventou todos os nossos problemas (porque foi o primeiro a encarar traços de sua personalidade, como problemas e o transformou em sofrimento) e pior, convenceu muitos, ainda hoje, a aceitar algo totalmente superficial e de difícil prova empírica. Justamente ai, vejo o problema da Psicologia, seu objeto de estudo é impossível de ser provado, não tem nada científico nesta ciência, pelo menos os problemas ditos psicológicos. Dizer que um rato agirá de forma condicionada para conseguir comida não pode ser considerada uma ciência, isto é obvio. Todos os seres vivos agem assim, não precisamos de uma ciência específica para isto. O lado comportamental da psicologia, chamado de Behaviorismo, a única vertente desta “ciência” que faz algum sentido, poderia ser incorporado pela biologia ou até pela sociologia (assunto para outro artigo). Alias a biologia seria a mais indicada, pois neste caso igualaria o homem aos outros animais, nada mais inteligente e racional a fazer.
Nossos ditos "problemas", na verdade, são partes de nossa personalidade e, portanto sem eles não existimos de fato. Não nego nosso sofrimento decorrente das diferenças exacerbadas nas interações sociais entre os indivíduos. Porém não vejo o sofrimento como um “problema” individual. O conflito somente existe no convívio externo e não dentro de nós separadamente. O homem sem convívio social não teria sofrimento, mas também não seria um ser humano, Emmanuel Kant nos mostrou bem isto, logo nosso sofrimento é decorrente das diferenças entre os seres humanos, não é individual.
Os "problemas" se tornam sofrimento por pura falta do que fazer (vou explicar melhor), por momentos de ociosidade mesmo, produto da sociedade moderna, qualquer traço de sua personalidade vira um problema quando você começa a pensar demais nele. Um exemplo apenas ilustrativo para explicar um argumento, sem qualquer embasamento científico, ok?: "Pobre não tem problema, ele não tem tempo para ficar pensando demais em coisas desnecessárias, precisa correr atrás do pão de cada dia. Digo isto, visto que esta classe social tem menos tempo para ociosidade. Depressão é coisa de madame, posso até estar sendo leviano nesta afirmação, mas não conheço pessoas ocupadas, focadas em trabalhar suas vidas e a viver intensamente com depressão, podemos ter momentos difíceis, não chamo isto de depressão, e também acho que não precisamos de psicólogos para resolver isto, pois são justamente nestes momentos que nos conhecemos e, portanto devemos enfrenta-los sozinhos." Precisamos, sim, de filósofos, pois estes podem mudar um referencial de vida. Ao contrário da psicologia que foca o interior do ser, a filosofia estuda o exterior, a relação do ser com o meio que é onde tudo é formado de fato (também assunto para outro artigo, não vamos fugir do tema). A ciência tem provado que depressão é um problema físico, entretanto é uma doença da modernidade, se desenvolveu no mundo cultural ocioso das sociedades modernas, os homens das cavernas e nossos ancestrais, obviamente, não tinham tempo para isto, morreriam facilmente e não transmitiriam esta hereditariedade para frente.
Se analisarmos um pouco, perceberemos que tudo a nossa volta é um problema, a vida não é perfeita, ela foi criada do caos e este caos torna tudo mutável e temporário. Para alguns, isto torna a vida terrena um inferno, para mim, um verdadeiro paraíso de oportunidades.
Engraçado que quando vamos ao psicólogo ele sempre diz: estou aqui para te ouvir e para que você mesmo se descubra e chegue a uma resposta. Sabe por que eles agem assim? Porque eles não têm e não sabem a resposta. Na verdade, não há resposta quando não se tem um problema. Não temos um ideal de Ser Humano, então como podemos aconselhar alguém sobre sua personalidade e pior, julgá-la? Seus problemas são partes de você, tentar resolvê-los é tentar mudar sua condição humana.
Todos os seres humanos possuem todos os tipos de personalidades possíveis à espécie humana, estamos programados a tê-las, nascemos com elas, somos muito iguais, temos comportamentos muito parecidos e precisamos aceitar isto. Dependendo da forma como interpretamos e interagimos com o mundo deste a infância, desenvolvemos alguns aspectos mais que outros. Acontece que desenvolvemos “qualidades” que em determinados momentos parecem defeitos, mas que dependendo do referencial qualquer defeito pode virar qualidade e vice-versa. Confuso? Mas é exatamente isto que ocorre, alguns traços de sua personalidade que, em momentos de sua vida podem parecer defeitos “psicológicos” e causar sofrimento, dependendo do seu referencial social, cultural e geográfico podem virar uma qualidade indispensável a sua vida e a sua felicidade. Problemas não são problemas, são traços de sua personalidade que podem se tornar qualidades dependendo do seu referencial.
Sugiro que quando algum traço de sua personalidade transforme sua vida em um inferno, ou te faça sofrer, em vez de tentar mudar você mesmo, simplesmente mude seu referencial de vida, mude de emprego, mude de esposa ou mude de sociedade, você viverá muito mais feliz assim. Isso pode parece fuga, muitos dirão, mas não é, precisamos de muito mais coragem para agir assim, e para que viver infeliz num lugar que não se parece com você, procure um que o valorize, e pode ter certeza, vai encontrar. Alterar o contexto não é fugir de jeito nenhum, é aceitar sua diferença com coragem para mudar o referencial quando este não te aceita. Tentar se adequar a algo que você não é, para mim, seria uma fuga ou medo de se encarar a realidade. Mudar nossa personalidade é algo difícil e custoso de fazer, pois é lutar contra você mesmo, seu jeito de ser, ou seja, lutar contra aquilo que o torna único, você. Não deixe seu terapeuta lhe moldar. Se aceite, você é assim.
Quando nos aceitamos, nossas diferenças tornam-se qualidades, isto acontece porque a sociedade encara isto como algo diferente e desafiador. Enfrente os outros e mostre a eles que você é diferente, não precisamos ser iguais. Os conflitos sociais acontecem porque toda sociedade tem um padrão moral e quer que seus membros se comportem daquela forma, nada mais natural, é a cultura vigente tentando lhe moldar, lhe tornando mais um, digamos, cidadão padrão. Os homens que tiveram coragem para serem “eles mesmos”, mudaram o mundo, suas diferenças alteraram os rumos da história humana.
Sei que muitos vão dizer que o autor do artigo é quem precisa de terapia, kkkk. Pois é, tentar nos conhecer é um processo eterno e contínuo e faço isto todos os dias, mas sem precisar de um terapeuta, não vejo como ele poderia interferir neste processo, basta conversarmos conosco e perceber como nossas interações com o ambiente refletem-se em nossas vidas, assim teremos uma boa visão de nós mesmo. Nossas diferenças de personalidade devem ser conhecidas, porém não mudadas.
Seus "problemas" dependem de seu referencial e é mais fácil muda-lo ou enfrenta-lo que mudar os aspectos que o tornam você.
A felicidade nada mais é que se aceitar, aceitar as coisas que o tornam único e especial. Já usei esta frase antes no blog:

NINGUEM NO MUNDO O FARÁ MAIS FELIZ QUE VOCÊ MESMO.