Por muito tempo, e ainda hoje para muitos, a maternidade foi vista como destino natural das mulheres, o objetivo maior de suas existências e o principal projeto de vida pós-casamento, preferencialmente. Com o surgimento da idéia de instinto maternal as mulheres tornaram-se ainda mais prisioneiras do desejo de serem mães, já que este seria algo natural ao sexo feminino. Será? Será que toda mulher nasce para ser mãe e aquela que não manifesta este “instinto” é anormal? Uma aberração?
Estudos epidemiológicos recentes realizados em diferentes países têm mostrado um decréscimo da paridade entre mulheres com maior escolaridade. Há uma redução do número de filhos acompanhado do adiamento da maternidade para depois dos 35 anos em média, além do aumento do número de mulheres que decidem simplesmente não ter filhos. Na verdade, essa decisão nada tem de simples, pois existem as pressões sociais, familiares e o preconceito sobre estas mulheres.
O papel social feminino mudou muito nas últimas décadas, atualmente elas ocupam altos cargos, qualificam-se cada vez mais e batalham por suas carreiras em pé de igualdade com os homens. Com isto, as mulheres se vêem hoje, muitas vezes, obrigadas a escolher entre a maternidade e o investimento na carreira, já que o período biológico ideal para a reprodução é exatamente aquele período em as mulheres estão galgando crescimento e estabilidade profissional, por volta dos 20 anos de idade. A partir dos 30 anos, os riscos de má formação fetal e complicações na gestação aumentam consideravelmente, e mesmo assim, é cada vez maior o número de mulheres que são mães pela primeira por volta dos 30 anos, inclusive no Brasil, como mostrou um levantamento apresentado pela mídia recentemente.
O ser humano é um ser social, influenciado por tantas variáveis (biológicas, sociais, culturais) que se torna difícil saber qual predomina em suas condutas. Estudiosos da maternidade questionam a real existência deste “instinto maternal”. Alguns consideram que este não passa de uma imposição histórica da sociedade sobre as mulheres e o aumento do número de mulheres que escolhem não ter filhos apenas reflete a liberdade de escolha conquistada por elas. Se no passado uma mulher não se permitia questionar o desejo de ser mãe, hoje elas não só refletem como decidem direcionar suas vidas para outros objetivos.
Como já discutido aqui no blog, as mudanças de comportamento das mulheres ocasionam conseqüentes mudanças no comportamento masculino e nas relações homem-mulher. Um estudo realizado pela UFRJ, em 2007, sobre maternidade, constatou que, muitas vezes, a escolha da mulher é apoiada pelo marido na hora de decidir por não ter filhos. Em geral, são casais que optam pela dedicação às carreiras e escolhem a liberdade de poder dispor do tempo livre a dois, em viagens e outras atividades de preferência ao casal.
Enfim, mesmo que o “instinto maternal” exista ou tenha existido um dia, hoje ele não dita as regras. Outras variáveis nos influenciam e outros desejos direcionam nossas escolhas. Devemos tirar essa “obrigação” de ser mãe dos ombros. Temos o direito de escolha e não há nada de errado ou aterrador em não desejar ser mãe. Somos fruto do meio em que vivemos e a liberdade de escolha não nos pode ser negada. Maternidade exige responsabilidade e exatamente por isso deve ser uma escolha, não obrigação.
Estudos epidemiológicos recentes realizados em diferentes países têm mostrado um decréscimo da paridade entre mulheres com maior escolaridade. Há uma redução do número de filhos acompanhado do adiamento da maternidade para depois dos 35 anos em média, além do aumento do número de mulheres que decidem simplesmente não ter filhos. Na verdade, essa decisão nada tem de simples, pois existem as pressões sociais, familiares e o preconceito sobre estas mulheres.
O papel social feminino mudou muito nas últimas décadas, atualmente elas ocupam altos cargos, qualificam-se cada vez mais e batalham por suas carreiras em pé de igualdade com os homens. Com isto, as mulheres se vêem hoje, muitas vezes, obrigadas a escolher entre a maternidade e o investimento na carreira, já que o período biológico ideal para a reprodução é exatamente aquele período em as mulheres estão galgando crescimento e estabilidade profissional, por volta dos 20 anos de idade. A partir dos 30 anos, os riscos de má formação fetal e complicações na gestação aumentam consideravelmente, e mesmo assim, é cada vez maior o número de mulheres que são mães pela primeira por volta dos 30 anos, inclusive no Brasil, como mostrou um levantamento apresentado pela mídia recentemente.
O ser humano é um ser social, influenciado por tantas variáveis (biológicas, sociais, culturais) que se torna difícil saber qual predomina em suas condutas. Estudiosos da maternidade questionam a real existência deste “instinto maternal”. Alguns consideram que este não passa de uma imposição histórica da sociedade sobre as mulheres e o aumento do número de mulheres que escolhem não ter filhos apenas reflete a liberdade de escolha conquistada por elas. Se no passado uma mulher não se permitia questionar o desejo de ser mãe, hoje elas não só refletem como decidem direcionar suas vidas para outros objetivos.
Como já discutido aqui no blog, as mudanças de comportamento das mulheres ocasionam conseqüentes mudanças no comportamento masculino e nas relações homem-mulher. Um estudo realizado pela UFRJ, em 2007, sobre maternidade, constatou que, muitas vezes, a escolha da mulher é apoiada pelo marido na hora de decidir por não ter filhos. Em geral, são casais que optam pela dedicação às carreiras e escolhem a liberdade de poder dispor do tempo livre a dois, em viagens e outras atividades de preferência ao casal.
Enfim, mesmo que o “instinto maternal” exista ou tenha existido um dia, hoje ele não dita as regras. Outras variáveis nos influenciam e outros desejos direcionam nossas escolhas. Devemos tirar essa “obrigação” de ser mãe dos ombros. Temos o direito de escolha e não há nada de errado ou aterrador em não desejar ser mãe. Somos fruto do meio em que vivemos e a liberdade de escolha não nos pode ser negada. Maternidade exige responsabilidade e exatamente por isso deve ser uma escolha, não obrigação.