Durante este último final de semana, eu e meu amigo Nunez tivemos um bom debate sobre o tema acima, e, portanto gostaria de ampliá-lo através do Blog.
A busca pela felicidade é realmente um tema complexo e de pouca discussão filosófica, apesar de sua importância para a vida humana, parece que os filósofos consideram este assunto individual e não coletivo, portanto não merece ser estudado pela filosofia.
No entanto vamos discorrer um pouco sobre ele, não que tenhamos a pretensão de descobrir, se ela existe, a resposta, mas apenas para focar no ponto levantado de que o conhecimento traz infelicidade.
Seria possível alguém ser livre ou feliz sem conhecer a realidade aonde vive? Será que esta felicidade é duradoura? Considero que esta felicidade é apenas passageira, pois vai até a descoberta de um desejo novo, mesmo no ignorante. O homem tem a razão, qualquer um, e, portanto não pode viver na ignorância eternamente. Sem conhecimento o Homem se torna escravo da felicidade ilusória e, portanto infeliz, pois não tem idéia de seu potencial nem do que realmente é felicidade. A falta de conhecimento somente pode gerar infelicidade num prazo mais longo.
Vamos fazer uma alusão a nos sentirmos saudáveis, podemos dizer que estamos saudáveis, mais sem conhecimento nem exame do que estamos falando, provavelmente cometeríamos um erro grave, pois na verdade poderia haver um câncer ainda não detectado.
Acredito que não pode haver felicidade sem liberdade e liberdade pressupõe conhecimento sobre nós mesmos e da realidade a nossa volta.
Vamos abordar outro aspecto da felicidade que seria a sensação de nos sentirmos felizes, será que poderíamos chamar isto de felicidade? Coisas como prazer, êxtase, alegria podem ser associadas à palavra "felicidade"?
Todos associamos a palavra felicidade a este estado de satisfação ou de contentamento, que na verdade relacionamos com um estado de perenidade ou equilíbrio dos desejos, no entanto aqui começa minha maior discordância: um indivíduo satisfeito é um ser escravizado e resignado as limitações da vida, uma vida assim costuma ser comparada com a vida dos animais em geral, meu cachorro, por exemplo, deve ser muito feliz, já que satisfaço todas as necessidades dele, como comida e afeto.
Vamos ilustrar melhor a figura descrita acima, digamos que fosse inventada uma pílula que transmitisse a você um estado de tranqüilidade duradoura, esta tranqüilidade é apenas um estado de satisfação, mas de que com a tese da "Ignorância traz felicidade" este indivíduo estaria constantemente em estado de felicidade, mesmo que artificialmente induzido, não acham?
Quero demonstrar com isto que a felicidade deve ser distinta do estado de satisfação, senão poderíamos enganá-la o tempo todo, senão ela seria vulnerável e subjetiva. Viver criando um estado de satisfação ilusório, já que a natureza humana não é assim, é viver numa auto-ilusão que será destruída através da realidade do dia-a-dia.
Se a felicidade pode surgir de imaginação ou de um estado de espírito, então não foi real, foi criação de sua mente, foi ilusória. Devemos separar felicidade e satisfação, são claramente distintas.
Concordo que felicidade pode ser um sentimento, um sentimento de escolher as coisas certas, reais no momento certo, assim torna-se duradoura, pois surgiu do seu "eu", da realidade individual sobre nós mesmos e sobre o ambiente externo.
Prefiro acreditar que a felicidade está baseada na condição humana de estar em harmonia com nossas virtudes que somente podem ser alcançadas através da busca da compreensão de nós mesmos e do mundo, nesta busca, a confiança que vamos adquirindo sobre nossas pontecialidades nos tornam mais fortes, confiantes e consequentemente felizes.
Felicidade é estar contente consigo mesmo.
O que acham?
História: liga criada em 1780, por Henriette Herz na Alemanha com o propósito da virtude e produto das idéias iluministas, pregava a igualdade de todos os seres humanos. Era um local onde intelectuais se reuniam uma vez por semana para falar sobre Deus, política e sobre seus sentimentos. Re-criada em 13 de março de 2009 em Salvador, Brasil, para a expressão livre de pensamento baseada na razão.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Individualidade (para os psicólogos de plantão)
Caros, estou aqui pensando: a individualidade não existe? Somos parecidos demais, nossos desejos são extremamente comuns e sociais. Estou aqui lendo um livro sobre linguagem, ora até nossa forma de pensar e de se expressar é coletiva e totalmente socializada. Se quiséssemos simplesmente querer pensar diferente do próximo não conseguiríamos. Nosso raciocínio é baseado em nossa linguagem, este é voltado à forma de expressão, e em como meu interlocutor irá entender e refletir sobre algo. Buscamos esta individualidade, mas ela provavelmente não funciona como gostaríamos que funcionasse. Então o que é o "Eu” (do psicólogo) ou o "Ser" (do filósofo)? Vamos discutir mais este assunto, acho extremamente importante, sem a busca da definição do "Ser", como podemos nos sentir vivos?
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Capitalismo x Socialismo
Caros amigos faz tempo que não escrevo nada, vamos tentar postar mais comentários, no mínimo 1 por semana para podermos debater e iluminar nossas mentes e exercitar nossos neurônios.
Desta vez gostaria de conversar sobre um assunto polêmico, principalmente nos dias de crise atuais, aonde relato alguns pontos positivos e negativos de cada regime econômico (uma síntese é claro).
É muito fácil bater e falar mal do capitalismo, pois a liberdade gerada por este regime traz conseqüências nem sempre agradáveis, ou seja, a liberdade nos traz responsabilidades que pressupõe maturidade, muitos países que se dizem capitalistas, na verdade, nunca chegaram nem perto. Capitalismo indica liberdade de escolhas, liberdade de mercado que nunca aconteceu em aproximadamente 80% dos países do globo.
Digo que o capitalismo é a via mais difícil, no socialismo o discurso de bem estar social e aumento do gasto público é bem aceito pela população, pois traz benefícios imediatos, e problemas somente no futuro, a falta de competitividade e aumento do estado traz problemas no longo prazo, como desemprego, falta de investimentos privados e consequentemente produtos inferiores que não sofreram concorrência.
No capitalismo o governo deve diminuir sua influência sobre a sociedade, não é papel de este agente influir na economia (somente em setores estratégicos). O governo somente é responsável pelos serviços essenciais e como principal regulador. Já imaginaram o papel de um governante num modelo realmente capitalista, ele deve pregar o fim do investimento público na sociedade e mais liberdade e competitividade na economia, no entanto na maioria dos países em desenvolvimento a falta de recursos e investimentos para a população mais pobre, faz com que este discurso torne inviável uma eleição potencial de um candidato liberal.
É difícil para nós entendermos num primeiro momento, mas a liberdade do capitalismo traz mais benefícios a longo prazo que os discursos socialistas, a competitividade e a liberdade do mercado econômico geram renda, emprego e crescimento econômico e social. As provas disto estão pelo mundo, quanto mais liberdade de mercado mais desenvolvimento social a longo prazo, quanto menos estado mais a sociedade para de esperar uma ajudinha governamental e sai um busca de seu próprio desenvolvimento. Países como Inglaterra, EUA, Holanda, França, Japão, Alemanha são provas disto.
A crise atual deve ser levanta em conta nesta discussão, mais antes vou traçar um paralelo entre o capitalismo, as leis da natureza e o modo de vida dos seres vivos em nosso planeta (começou a filosofia).
Pela Teoria de Evolução os seres vivos vivem e se multiplicam seguindo uma seleção natural dos mais aptos e mais adaptáveis ao ambiente externo, ora, não é exatamente o que acontece num livre mercado? O capitalismo segue os mesmos princípios que regem nosso meio ambiente e no fundo, nós mesmos. E, portanto, as crises e saltos de evolução são partes deste processo, o que é importante ressaltar é que os avanços obtidos nos momentos de acumulação são muito maiores que os ajustes em momentos de crises. (ainda vou escrever um artigo sobre isto "As Correlações entre capitalismo e darwin")
Apesar de achar que esta crise atual decorreu muito mais de processos intervencionistas do estado na economia do que falhas dos próprios agentes econômicos, não quero me alongar muito nisto. No entanto as crises fazem com que idéias atrasadas, de pessoas autoritárias e de caráter intervencionista, não somente na economia mais também na liberdade individual de cada cidadão, floresça e o aumento a influência do estado e consequentemente do poder destes também. Nenhum governante que gosta de poder, tem simpatia na idéia de deixar o mercado seguir seu rumo sozinho, é muito poder na mão da sociedade e perda de poder do estado, não acham?
Esta discussão é muita boa e salutar, gostaria de ouvir comentários dos leitores sobre isto e suas idéias e soluções. Gostaria de ouvir sobre como seria o capitalismo daqui para frente, o que acham?
Desta vez gostaria de conversar sobre um assunto polêmico, principalmente nos dias de crise atuais, aonde relato alguns pontos positivos e negativos de cada regime econômico (uma síntese é claro).
É muito fácil bater e falar mal do capitalismo, pois a liberdade gerada por este regime traz conseqüências nem sempre agradáveis, ou seja, a liberdade nos traz responsabilidades que pressupõe maturidade, muitos países que se dizem capitalistas, na verdade, nunca chegaram nem perto. Capitalismo indica liberdade de escolhas, liberdade de mercado que nunca aconteceu em aproximadamente 80% dos países do globo.
Digo que o capitalismo é a via mais difícil, no socialismo o discurso de bem estar social e aumento do gasto público é bem aceito pela população, pois traz benefícios imediatos, e problemas somente no futuro, a falta de competitividade e aumento do estado traz problemas no longo prazo, como desemprego, falta de investimentos privados e consequentemente produtos inferiores que não sofreram concorrência.
No capitalismo o governo deve diminuir sua influência sobre a sociedade, não é papel de este agente influir na economia (somente em setores estratégicos). O governo somente é responsável pelos serviços essenciais e como principal regulador. Já imaginaram o papel de um governante num modelo realmente capitalista, ele deve pregar o fim do investimento público na sociedade e mais liberdade e competitividade na economia, no entanto na maioria dos países em desenvolvimento a falta de recursos e investimentos para a população mais pobre, faz com que este discurso torne inviável uma eleição potencial de um candidato liberal.
É difícil para nós entendermos num primeiro momento, mas a liberdade do capitalismo traz mais benefícios a longo prazo que os discursos socialistas, a competitividade e a liberdade do mercado econômico geram renda, emprego e crescimento econômico e social. As provas disto estão pelo mundo, quanto mais liberdade de mercado mais desenvolvimento social a longo prazo, quanto menos estado mais a sociedade para de esperar uma ajudinha governamental e sai um busca de seu próprio desenvolvimento. Países como Inglaterra, EUA, Holanda, França, Japão, Alemanha são provas disto.
A crise atual deve ser levanta em conta nesta discussão, mais antes vou traçar um paralelo entre o capitalismo, as leis da natureza e o modo de vida dos seres vivos em nosso planeta (começou a filosofia).
Pela Teoria de Evolução os seres vivos vivem e se multiplicam seguindo uma seleção natural dos mais aptos e mais adaptáveis ao ambiente externo, ora, não é exatamente o que acontece num livre mercado? O capitalismo segue os mesmos princípios que regem nosso meio ambiente e no fundo, nós mesmos. E, portanto, as crises e saltos de evolução são partes deste processo, o que é importante ressaltar é que os avanços obtidos nos momentos de acumulação são muito maiores que os ajustes em momentos de crises. (ainda vou escrever um artigo sobre isto "As Correlações entre capitalismo e darwin")
Apesar de achar que esta crise atual decorreu muito mais de processos intervencionistas do estado na economia do que falhas dos próprios agentes econômicos, não quero me alongar muito nisto. No entanto as crises fazem com que idéias atrasadas, de pessoas autoritárias e de caráter intervencionista, não somente na economia mais também na liberdade individual de cada cidadão, floresça e o aumento a influência do estado e consequentemente do poder destes também. Nenhum governante que gosta de poder, tem simpatia na idéia de deixar o mercado seguir seu rumo sozinho, é muito poder na mão da sociedade e perda de poder do estado, não acham?
Esta discussão é muita boa e salutar, gostaria de ouvir comentários dos leitores sobre isto e suas idéias e soluções. Gostaria de ouvir sobre como seria o capitalismo daqui para frente, o que acham?
sexta-feira, 27 de março de 2009
Zaratustra - Nietzsche - Parte 1
A filosofia de Nietzsche procura mostrar que os valores são criados por nossa sociedade historicamente, e que eles definem-se nas relações sociais, diferentemente da filosofia metafísica que cria o mundo das essências. Ele mostra como a filosofia ocidental tradicional, vencedora, montada sobre os pensamentos de Sócrates e Platão e continuada pelo cristianismo inverteram a relação dos homens com os valores, de criadores passaram a criaturas, tornaram-se reféns dos valores da moral cristã.
Neste sentido, a saída desse estado de fraqueza no qual mergulhou o homem ocidental é apontada a partir de uma perspectiva que se situe para dos valores vigentes. Entretanto, posicionar-se além destes valores significa tomar consciência de que o homem é o criador dos valores, de que sua essência é a vontade de potência e desta todos os valores são criados. Viver além disto aponta para a emergência de um novo homem, designado por Nietzsche de super-homem.
O super-homem exercita sua vontade de potência e deseja o eterno retorno. Demonstra aqui o apego do homem à vida na terra em contraposição ao ideal platônico, através deste o homem negava sua própria existência, enfraquecia-se, pois deslocava toda sua energia, toda sua força para a mortificação, para o alcance de outra vida em um mundo superior, do além.
Assim sendo, percebemos que Nietzsche escreve procurando fugir do conceito, de uma filosofia racional, de uma filosofia metafísica. Por meio dessa construção ele aponta que na fase do camelo o espírito só encontra ‘tu deves’. Aqui o peso da moral tradicional domina o homem por completo. Mas, nesta reação ao que está posto e que nega a própria existência do homem, uma segunda fase se aproxima e o leão representa o esforço para conquistar o direito a liberdade de poder criar valor.
O camelo é caracterizado como aquele que carrega o grande fardo por não ter a coragem de se rebelar contra as condições que lhe são impostas pelo mundo que o cerca. Já o leão ocupa, de certa forma, um lugar um pouco mais privilegiado por ter características transformadoras no sentido de que ele cria espaço para se fazer algo novo ao se rebelar contra a situação vigente, mas, apesar dessa liberdade transformadora, é incapaz de criar novos valores.
O leão ainda não pode criar valor, ele ainda escuta a cultura se impondo e dizendo que todo o valor já fora criado. O leão representa a força e luta afirmando ‘eu quero’ criar valor. Conquistada tal liberdade, uma terceira fase se aproxima, trata-se da fase da criança. Esta indica o esquecimento.
A criança constitui um novo começo, aqui não há mais nada a destruir, não há mais nada a negar, só resta dizer sim, afirmar a vida, criar valor e desprezá-lo. Aqui não há mais submissão, o homem se assumiu enquanto criador. Tal posição assumida implica numa nova vida.
O espírito de criança é a claridade, a transparência, a inocência, o começar de novo a cada instante desafiador, um quebra-cabeças que vai se completando de forma constante no decorrer dos dias. E acima de tudo é criatividade, é um jogo do criar diante das situações cotidianas. Quando o espírito consegue atingir a condição de
ser criança pode-se dizer que ele conseguiu escalar vários degraus na esfera do entendimento humano
Neste sentido, a saída desse estado de fraqueza no qual mergulhou o homem ocidental é apontada a partir de uma perspectiva que se situe para dos valores vigentes. Entretanto, posicionar-se além destes valores significa tomar consciência de que o homem é o criador dos valores, de que sua essência é a vontade de potência e desta todos os valores são criados. Viver além disto aponta para a emergência de um novo homem, designado por Nietzsche de super-homem.
O super-homem exercita sua vontade de potência e deseja o eterno retorno. Demonstra aqui o apego do homem à vida na terra em contraposição ao ideal platônico, através deste o homem negava sua própria existência, enfraquecia-se, pois deslocava toda sua energia, toda sua força para a mortificação, para o alcance de outra vida em um mundo superior, do além.
Assim sendo, percebemos que Nietzsche escreve procurando fugir do conceito, de uma filosofia racional, de uma filosofia metafísica. Por meio dessa construção ele aponta que na fase do camelo o espírito só encontra ‘tu deves’. Aqui o peso da moral tradicional domina o homem por completo. Mas, nesta reação ao que está posto e que nega a própria existência do homem, uma segunda fase se aproxima e o leão representa o esforço para conquistar o direito a liberdade de poder criar valor.
O camelo é caracterizado como aquele que carrega o grande fardo por não ter a coragem de se rebelar contra as condições que lhe são impostas pelo mundo que o cerca. Já o leão ocupa, de certa forma, um lugar um pouco mais privilegiado por ter características transformadoras no sentido de que ele cria espaço para se fazer algo novo ao se rebelar contra a situação vigente, mas, apesar dessa liberdade transformadora, é incapaz de criar novos valores.
O leão ainda não pode criar valor, ele ainda escuta a cultura se impondo e dizendo que todo o valor já fora criado. O leão representa a força e luta afirmando ‘eu quero’ criar valor. Conquistada tal liberdade, uma terceira fase se aproxima, trata-se da fase da criança. Esta indica o esquecimento.
A criança constitui um novo começo, aqui não há mais nada a destruir, não há mais nada a negar, só resta dizer sim, afirmar a vida, criar valor e desprezá-lo. Aqui não há mais submissão, o homem se assumiu enquanto criador. Tal posição assumida implica numa nova vida.
O espírito de criança é a claridade, a transparência, a inocência, o começar de novo a cada instante desafiador, um quebra-cabeças que vai se completando de forma constante no decorrer dos dias. E acima de tudo é criatividade, é um jogo do criar diante das situações cotidianas. Quando o espírito consegue atingir a condição de
ser criança pode-se dizer que ele conseguiu escalar vários degraus na esfera do entendimento humano
quinta-feira, 19 de março de 2009
Ajuda para repensarmos o Brasil
Pensando sobre nossas conversas, lembrei de um texto que gostaria de compartilhar com vocês. Ele foi criado para um concurso de redações organizado pela UNESCO, cujo o tema era "Como vencer a pobreza e a desigualdade". Vale a pena refletir. Vejam o material na integra: http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001576/157625m.pdf
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?
quarta-feira, 18 de março de 2009
Platão: Reflexão sobre o capítulo VII – Alegoria da Caverna
Para Platão o mundo no qual vivemos é considerado sensível, ou seja, um mundo percebido pelos sentidos não pela razão ou pela verdade. Este mundo não é perfeito, ou real, é imperfeito e mutável, formado pelo conhecimento sensível das coisas ou objetos.
Portanto existe outro mundo ou plano, no qual as coisas e a realidade são verdadeiras e reais, este mundo é considerado perfeito, as formas são a perfeita materialização dos sentidos. Este mundo não admite imperfeições ou adequações. As coisas são reais, por isto Platão classifica como um mundo onde as idéias das coisas são perfeitas e onde são criadas a verdade e a beleza das formas.
Na alegoria da caverna, Platão busca explicar como estes mundos se interagem e como a realidade das formas é revelada. O mundo no qual vivemos, hoje, é revelado como se estivéssemos numa caverna, onde apenas percebemos o reflexo das formas que são transmitidas para dentro da caverna, enxergamos através dos sentidos a sombra ou reflexo das formas perfeitas que estão no mundo real, que está fora da caverna. Durante a vida ficamos aprisionados dentro desta caverna pelos nossos sentidos acreditando que estamos vendo as formas como realmente são. Então neste mundo apenas vivemos e percebemos aquilo que nossos sentidos podem nos mostrar, não enxergamos a vida e as formas reais, elas estão apenas nas idéias, ou seja, no ideal da forma perfeita.
Considero de fundamental importância à forma como Platão descreve estes mundos, nesta alegoria, e qual o papel do filosofo neste contexto. Através do conhecimento e reflexão da verdade o filósofo é aquele que se desprendeu das correntes que nos mantêm presos na caverna e consegue ver e enxergar o mundo intangível, o mundo onde as formas são perfeitas, o mundo das idéias, onde a verdade da imutabilidade das coisas predomina. No entanto, após a percepção da verdade e perfeição das formas, o filósofo não consegue mais viver nas sombras e imperfeições das formas dentro da caverna, e procura mostrar aos outros que aquilo na qual acreditaram ser perfeito, na verdade não passa de sombra e que não se configura na realidade dos objetos. Por isto como o filósofo percebe o mundo de maneira diferente é geralmente taxado de louco, vivendo no mundo da lua, mas na verdade ele é o único que conhece a realidade da existência e das formas perfeitas, segundo Platão.
Portanto existe outro mundo ou plano, no qual as coisas e a realidade são verdadeiras e reais, este mundo é considerado perfeito, as formas são a perfeita materialização dos sentidos. Este mundo não admite imperfeições ou adequações. As coisas são reais, por isto Platão classifica como um mundo onde as idéias das coisas são perfeitas e onde são criadas a verdade e a beleza das formas.
Na alegoria da caverna, Platão busca explicar como estes mundos se interagem e como a realidade das formas é revelada. O mundo no qual vivemos, hoje, é revelado como se estivéssemos numa caverna, onde apenas percebemos o reflexo das formas que são transmitidas para dentro da caverna, enxergamos através dos sentidos a sombra ou reflexo das formas perfeitas que estão no mundo real, que está fora da caverna. Durante a vida ficamos aprisionados dentro desta caverna pelos nossos sentidos acreditando que estamos vendo as formas como realmente são. Então neste mundo apenas vivemos e percebemos aquilo que nossos sentidos podem nos mostrar, não enxergamos a vida e as formas reais, elas estão apenas nas idéias, ou seja, no ideal da forma perfeita.
Considero de fundamental importância à forma como Platão descreve estes mundos, nesta alegoria, e qual o papel do filosofo neste contexto. Através do conhecimento e reflexão da verdade o filósofo é aquele que se desprendeu das correntes que nos mantêm presos na caverna e consegue ver e enxergar o mundo intangível, o mundo onde as formas são perfeitas, o mundo das idéias, onde a verdade da imutabilidade das coisas predomina. No entanto, após a percepção da verdade e perfeição das formas, o filósofo não consegue mais viver nas sombras e imperfeições das formas dentro da caverna, e procura mostrar aos outros que aquilo na qual acreditaram ser perfeito, na verdade não passa de sombra e que não se configura na realidade dos objetos. Por isto como o filósofo percebe o mundo de maneira diferente é geralmente taxado de louco, vivendo no mundo da lua, mas na verdade ele é o único que conhece a realidade da existência e das formas perfeitas, segundo Platão.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Porque Deus me criou?
Caros, hoje uma pessoa muito religiosa veio me questionar porque duvido da existência de Deus, e eu prontamente respondi a ela com outra pergunta: "Porque Deus me criou então? se ele criou o mundo deve ter tido um propósito, não acha?", ela ficou pensativa e com receio de responder alguma besteira, acho que ela nunca havia se perguntado sobre isto.
Na verdade comecei a questionar sua existência a partir desta pergunta, nunca consegui uma resposta coerente. Já perguntei a um padre que apenas me disse que ele me criou por amor, acho esta resposta muito vaga, alias, por amor??? Como podemos criar algo por amor, como podemos amar algo que ainda nem criamos e nem sabemos como será, sei que não podemos responder perguntas divinas apenas com a lógica, mas gostaria de, pelo menos, ter uma resposta sensata de alguma religião.
Não posso afirmar que Deus não exista, mas também não podemos afirmar que ele existe, ao menos, pelo conhecimento humano adquirido até agora. Se o virem por aí, me avisem, ok?
Alguém se habilita a responder esta pergunta?
Na verdade comecei a questionar sua existência a partir desta pergunta, nunca consegui uma resposta coerente. Já perguntei a um padre que apenas me disse que ele me criou por amor, acho esta resposta muito vaga, alias, por amor??? Como podemos criar algo por amor, como podemos amar algo que ainda nem criamos e nem sabemos como será, sei que não podemos responder perguntas divinas apenas com a lógica, mas gostaria de, pelo menos, ter uma resposta sensata de alguma religião.
Não posso afirmar que Deus não exista, mas também não podemos afirmar que ele existe, ao menos, pelo conhecimento humano adquirido até agora. Se o virem por aí, me avisem, ok?
Alguém se habilita a responder esta pergunta?
Novas idéias
Fiquei muito feliz ao participar do XI Encontro Nacional de Filosofia. Encontrei tantas pessoas buscando o aprofundamento das questões filosóficas, foi realmente gratificante. Mas algo tem me deixado inquieto.
Acho que os acadêmicos têm procurado demasiadamente aprofundar questões levantadas por filósofos passados. São questões muito relevantes, mas formuladas por indivíduos em épocas remotas e com idéias de um mundo diferente do atual.
A filosofia, atualmente, encontra na ciência um aliado importantíssimo. Não podemos mais viver questionando a física aristotélica, vivemos numa realidade diferente. Considero que a filosofia atual deve ser baseada nas descobertas científicas atuais, na qual podemos imaginar e criar milhões de idéias originais e novas.
Não tiro a importância de nossos antecessores, claro que não. Muito do que foi escrito é importante até hoje e talvez para sempre, mas não tenho visto trabalhos inovadores, apenas críticas a trabalhos já realizados.
A ciência descobre a cada dia teorias e realidades diferentes e novas, então porque a filosofia também não pode buscar. Não temos nestes últimos anos grandes inovações filosóficas, acho que isto deve mudar. Temos que voltar a nos deslumbrarmos com a observação da vida e da realidade em que vivemos hoje.
Acho que os acadêmicos têm procurado demasiadamente aprofundar questões levantadas por filósofos passados. São questões muito relevantes, mas formuladas por indivíduos em épocas remotas e com idéias de um mundo diferente do atual.
A filosofia, atualmente, encontra na ciência um aliado importantíssimo. Não podemos mais viver questionando a física aristotélica, vivemos numa realidade diferente. Considero que a filosofia atual deve ser baseada nas descobertas científicas atuais, na qual podemos imaginar e criar milhões de idéias originais e novas.
Não tiro a importância de nossos antecessores, claro que não. Muito do que foi escrito é importante até hoje e talvez para sempre, mas não tenho visto trabalhos inovadores, apenas críticas a trabalhos já realizados.
A ciência descobre a cada dia teorias e realidades diferentes e novas, então porque a filosofia também não pode buscar. Não temos nestes últimos anos grandes inovações filosóficas, acho que isto deve mudar. Temos que voltar a nos deslumbrarmos com a observação da vida e da realidade em que vivemos hoje.
Porque filosofia?
Porque estudar e aprender filosofia? Esta é uma questão que tem me sido apresentada pela sociedade, amigos, colegas de trabalho e familiares. Porque um ser bem sucedido, aceito pela sociedade, pensaria em buscar questões enigmáticas, sem respostas, coisas vagas que não trariam nenhum resultado prático.
Acho que a palavra “Prático” me sugeriu um comentário, o que é prático nesta sociedade? Seria a busca de algo que melhorasse minha aceitação no mercado de trabalho, seria algo que pudesse imediatamente se transformar em capital, seria a busca incessante por um bem necessário, ou desnecessário?
Bem, senhores, acho que vou começar buscando uma ajuda em meus remotos companheiros de estudo, como Sócrates, que diz em seu julgamento final: “Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuides menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas, e a vos dizer que a virtude não provém da riqueza, mas sim que é a virtude que traz a riqueza ou qualquer outra coisa útil aos homens, quer na vida pública quer na vida privada. Se dizendo isso, eu estou a corromper a juventude, tanto pior, mas se alguém afirmar que digo outra coisa, mente”. Não quero com isto tentar persuadir ninguém, já que muitos de vos, tem milhões de argumentos sobre a loucura que é alguém estudar filosofia hoje, mas gostaria apenas de tecer alguns pequenos comentários.
Porque seria importante então, para minha existência neste planeta, nesta época ou nesta vida, viver buscando satisfazer meu ego? Porque viver para comprar um carro novo, um apartamento melhor, segurança financeira, reconhecimento pelo talento ou conhecimento em acumular capital? Estas perguntas, amigos, têm me feito refletir mais do que vossas questões filosóficas vagas e sem respostas. Mesmo não acreditando em outras vidas, ou em paraíso, ou em Deus, ou em Cristo, ou em qualquer outro pacote espiritual e religioso, porque será que nossa existência se basearia nisto, em simplesmente satisfazer nossos desejos superficiais, ou seja, prazeres proporcionados pelos nossos sentidos. Acredito que até o mais cético dos homens pensaria em como seria vaga esta existência, esta transformação da consciência, este momento de evolução da mente, se realmente fosse apenas crescer com saúde, ter muitos filhos, um bom apartamento, reconhecimento social, etc. Porque será então, que nos livros de história, lembramos de Sócrates, que dizia que a vida sem exame não é vida digna de um ser humano, e não de algum rico mercador ou cidadão respeitado de mesma época? Viver por viver não me parece inteligente, principalmente para o grau e nível de consciência que o ser humano adquiriu deste os símios (nossos ancestrais). Acho realmente que não vivemos como animais apáticos sem sequer questionar nosso ambiente e meio de vida.
Gostaria apenas de lembrar que há apenas alguns anos atrás, vivíamos por uma utopia, cidadãos do mundo eram influenciados pela construção de uma nova sociedade, sem guerras e autoritarismos. Hoje, vivemos para o sistema novamente. O que teria feito mudarmos tão rápido de opinião? O capitalismo? Os EUA? Ou quem sabe a mídia com a televisão? Vive-se apenas para produzir, para alimentar o acúmulo de capital, criam-se demandas e necessidades para nossos egos, não para nossa consciência. O mundo se tornou totalmente material, criam-se datas comemorativas apenas para aumentar a produção, o natal cristão é repartido individualmente, em família e não com nossos irmãos mais necessitados, conforme pregava o Cristo. O acúmulo individual de bens tornou-se fundamental para nossa aceitação social. Será que nossa existência deve-se basear apenas nisto? Será que nossos antepassados, que viveram em sociedades onde o foco era outro, estavam errados? Será que agora o homem atingiu seu ápice de evolução? Que o capitalismo terá sempre o mesmo foco material e que nossas gerações futuras buscarão as mesmas coisas que nós?
Filosofia nada mas é, que buscar um conhecimento das coisas, da realidade, do ser humano, da importância da vida. Buscar mudar e transformar a vida em nossa volta me parece fundamental hoje ou em qualquer outra sociedade. O filósofo acredita que nesta busca cresceremos como homens, já que a experiência de nossos antepassados nos tornaria maiores em conhecimento e a ignorância de vivermos nossas vidas apenas pela ordem social vigente, se dissiparia. A vida não pode ser vivida apenas pelas imagens e obrigações impostas pelo mundo na qual somos criados, precisamos aprender a viver e libertar nossos sentimentos e desejos mais íntimos. Portanto me parece de vital importância perceber a realidade a minha volta e decidir sozinho qual escolha devo tomar, sem preconceitos nem imposições sociais, minhas escolhas serão, então, livres.
Pois é, escolhi filosofia para não viver uma vida que não é minha, uma vida não escolhida por mim. Quero ter consciência de minha existência e a partir daí, tomar minhas próprias decisões. Filosofia é liberdade de consciência, é eternamente buscar a verdade. Se vou descobrir? Todos os filósofos têm consciência de que provavelmente nunca descobrirão, mas a busca pelo conhecimento e a inquietude de não viver na ignorância nos fascina, nos move, nos alimenta a cada dia. A percepção de enxergarmos o mundo pelos ombros dos gigantes que nos antecederam é deslumbrante. Aumentamos nossos horizontes a cada livro, nos libertamos a cada frase. Qual o propósito deste texto mesmo? - Porque estudar filosofia? Liberte-se amigo.
Acho que a palavra “Prático” me sugeriu um comentário, o que é prático nesta sociedade? Seria a busca de algo que melhorasse minha aceitação no mercado de trabalho, seria algo que pudesse imediatamente se transformar em capital, seria a busca incessante por um bem necessário, ou desnecessário?
Bem, senhores, acho que vou começar buscando uma ajuda em meus remotos companheiros de estudo, como Sócrates, que diz em seu julgamento final: “Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuides menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas, e a vos dizer que a virtude não provém da riqueza, mas sim que é a virtude que traz a riqueza ou qualquer outra coisa útil aos homens, quer na vida pública quer na vida privada. Se dizendo isso, eu estou a corromper a juventude, tanto pior, mas se alguém afirmar que digo outra coisa, mente”. Não quero com isto tentar persuadir ninguém, já que muitos de vos, tem milhões de argumentos sobre a loucura que é alguém estudar filosofia hoje, mas gostaria apenas de tecer alguns pequenos comentários.
Porque seria importante então, para minha existência neste planeta, nesta época ou nesta vida, viver buscando satisfazer meu ego? Porque viver para comprar um carro novo, um apartamento melhor, segurança financeira, reconhecimento pelo talento ou conhecimento em acumular capital? Estas perguntas, amigos, têm me feito refletir mais do que vossas questões filosóficas vagas e sem respostas. Mesmo não acreditando em outras vidas, ou em paraíso, ou em Deus, ou em Cristo, ou em qualquer outro pacote espiritual e religioso, porque será que nossa existência se basearia nisto, em simplesmente satisfazer nossos desejos superficiais, ou seja, prazeres proporcionados pelos nossos sentidos. Acredito que até o mais cético dos homens pensaria em como seria vaga esta existência, esta transformação da consciência, este momento de evolução da mente, se realmente fosse apenas crescer com saúde, ter muitos filhos, um bom apartamento, reconhecimento social, etc. Porque será então, que nos livros de história, lembramos de Sócrates, que dizia que a vida sem exame não é vida digna de um ser humano, e não de algum rico mercador ou cidadão respeitado de mesma época? Viver por viver não me parece inteligente, principalmente para o grau e nível de consciência que o ser humano adquiriu deste os símios (nossos ancestrais). Acho realmente que não vivemos como animais apáticos sem sequer questionar nosso ambiente e meio de vida.
Gostaria apenas de lembrar que há apenas alguns anos atrás, vivíamos por uma utopia, cidadãos do mundo eram influenciados pela construção de uma nova sociedade, sem guerras e autoritarismos. Hoje, vivemos para o sistema novamente. O que teria feito mudarmos tão rápido de opinião? O capitalismo? Os EUA? Ou quem sabe a mídia com a televisão? Vive-se apenas para produzir, para alimentar o acúmulo de capital, criam-se demandas e necessidades para nossos egos, não para nossa consciência. O mundo se tornou totalmente material, criam-se datas comemorativas apenas para aumentar a produção, o natal cristão é repartido individualmente, em família e não com nossos irmãos mais necessitados, conforme pregava o Cristo. O acúmulo individual de bens tornou-se fundamental para nossa aceitação social. Será que nossa existência deve-se basear apenas nisto? Será que nossos antepassados, que viveram em sociedades onde o foco era outro, estavam errados? Será que agora o homem atingiu seu ápice de evolução? Que o capitalismo terá sempre o mesmo foco material e que nossas gerações futuras buscarão as mesmas coisas que nós?
Filosofia nada mas é, que buscar um conhecimento das coisas, da realidade, do ser humano, da importância da vida. Buscar mudar e transformar a vida em nossa volta me parece fundamental hoje ou em qualquer outra sociedade. O filósofo acredita que nesta busca cresceremos como homens, já que a experiência de nossos antepassados nos tornaria maiores em conhecimento e a ignorância de vivermos nossas vidas apenas pela ordem social vigente, se dissiparia. A vida não pode ser vivida apenas pelas imagens e obrigações impostas pelo mundo na qual somos criados, precisamos aprender a viver e libertar nossos sentimentos e desejos mais íntimos. Portanto me parece de vital importância perceber a realidade a minha volta e decidir sozinho qual escolha devo tomar, sem preconceitos nem imposições sociais, minhas escolhas serão, então, livres.
Pois é, escolhi filosofia para não viver uma vida que não é minha, uma vida não escolhida por mim. Quero ter consciência de minha existência e a partir daí, tomar minhas próprias decisões. Filosofia é liberdade de consciência, é eternamente buscar a verdade. Se vou descobrir? Todos os filósofos têm consciência de que provavelmente nunca descobrirão, mas a busca pelo conhecimento e a inquietude de não viver na ignorância nos fascina, nos move, nos alimenta a cada dia. A percepção de enxergarmos o mundo pelos ombros dos gigantes que nos antecederam é deslumbrante. Aumentamos nossos horizontes a cada livro, nos libertamos a cada frase. Qual o propósito deste texto mesmo? - Porque estudar filosofia? Liberte-se amigo.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Poesia
ATÉ MESMO A PEDRA MAIS DURA
HÁ DE UM DIA QUEBRAR
OU POR UMA GOTA PERDIDA NO TEMPO
OU POR UM HUMILDE SOPRO DO AR
ATÉ MESMO O MAIS PERSISTENTE
HÁ DE UM DIA AJOELHAR
PORQUE NÃO HÁ RAZÃO TÃO PURA
QUE O AMOR NÃO POSSA FURAR
ATÉ MESMO O MAIS CEGO
HÁ DE UM DIA ENXERGAR
OU PELAS MÃOS DE UM CARINHO
OU POR UM SIMPLES DESPERTAR
ATÉ MESMO O MAIS ENDINHEIRADO
HÁ DE UM DIA CHORAR
PORQUE MESMO TRANCAFIADO
NOSSOS CORAÇÕES PODEM FALAR
HÁ DE UM DIA QUEBRAR
OU POR UMA GOTA PERDIDA NO TEMPO
OU POR UM HUMILDE SOPRO DO AR
ATÉ MESMO O MAIS PERSISTENTE
HÁ DE UM DIA AJOELHAR
PORQUE NÃO HÁ RAZÃO TÃO PURA
QUE O AMOR NÃO POSSA FURAR
ATÉ MESMO O MAIS CEGO
HÁ DE UM DIA ENXERGAR
OU PELAS MÃOS DE UM CARINHO
OU POR UM SIMPLES DESPERTAR
ATÉ MESMO O MAIS ENDINHEIRADO
HÁ DE UM DIA CHORAR
PORQUE MESMO TRANCAFIADO
NOSSOS CORAÇÕES PODEM FALAR
Assinar:
Postagens (Atom)